De Adão pra Eva
-Ela...
-Eu te dei os melhores, piores pedaços da minha cara
Chuva de rímel. Nem é bom, nem terrível mostrar o que eu mostro, eu gosto e aposto, é a gosto, a cachorros loucos; queria que a luz também mordesse o dia até comer seus ossos.
- Ela...
- Eu não sei, o que eu sei é que eu quero somente o que eu mais detesto; é meu cosmético. Nunca digo que é bom, nem que é mal, nem que é médio, nem meu, nem teu, nem tédio, meu homem. Eu amo enquanto engano e nunca empresto, e fiz feliz o sol. Eu fiz...
- Ele...
- Ergue as mãos para o céu, e aperta o lençol, cobre as minhas costas. Eu te protejo, eu mereço teu verbo, a carícia que gostas, nem lembro. Tô dentro, silêncio na porta. Sozinho numa cama de viúva, vai-e-vem, quem vem, ninguém...só chuva.
-Ele...
- O que dizem de mim, o que dizem de mim e da minha testa. Agora é festa. Se você me queria devia enganar,sim. Iludir, deixar eu me apaixonar. Do amor eu sei de cor, nada se leva. Entao, perdão de Adão pra Eva.
- Ela...
- Eu te dei os melhores, piores pedaços da minha cara.
- Ele...
- Ergue as mãos para o céu, e aperta o lençol, cobre as minhas costas.
- Ela...
- Eu não sei, o que eu sei é somente o que eu mais detesto.
- Ele...
- O que me dizem de mim, o que dizem de mim e da minha testa.
- Ela..
- Ele...
- Ela...
- Ele, ele...
- Ela...
- Ele...
- Ela...
- Ele...
De Adán a Eva
-Ella...
-Yo te di los mejores, peores pedazos de mi cara
Lluvia de rimel. No es bueno, ni terrible mostrar lo que muestro, me gusta y apuesto, es a gusto, a perros locos; quería que la luz también mordiera el día hasta comerse tus huesos.
- Ella...
- No sé, lo que sé es que solo quiero lo que más detesto; es mi cosmético. Nunca digo que es bueno, ni que es malo, ni que es regular, ni mío, ni tuyo, ni tedio, mi hombre. Amo mientras engaño y nunca presto, hice feliz al sol. Hice...
- Él...
- Levanta las manos al cielo, y aprieta la sábana, cubre mi espalda. Te protejo, merezco tu verbo, la caricia que te gusta, ni recuerdo. Estoy dentro, silencio en la puerta. Solo en una cama de viuda, vaivén, quien viene, nadie... solo lluvia.
- Él...
- Lo que dicen de mí, lo que dicen de mí y de mi frente. Ahora es fiesta. Si me querías, debías engañar, sí. Ilusionar, dejarme enamorar. Del amor sé de memoria, nada se lleva. Entonces, perdón de Adán a Eva.
- Ella...
- Yo te di los mejores, peores pedazos de mi cara.
- Él...
- Levanta las manos al cielo, y aprieta la sábana, cubre mi espalda.
- Ella...
- No sé, lo que sé es solo lo que más detesto.
- Él...
- Lo que me dicen de mí, lo que dicen de mí y de mi frente.
- Ella..
- Él...
- Ella...
- Él, él...
- Ella...
- Él...
- Ella...
- Él...
Escrita por: Clima / Fá¡bio Sá / Nuno Ramos