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Maruanum

Roni Moraes

Maruanum

O beijo fecundo
Do beija-flor
Em poucos segundos
Nascem grãos de calor

Enquanto isso
Em Maruanum
As Senhoras do Barro
Convocam gestos

É o parto das louças
Assim como os beija-flores
Convocam frutos
Elas convocam amores

Ancestrais quilombolas
Em suas mãos
Em suas canções
Bate o meu coração

O jutaizeiro, no breu, a resina do dia
Que nasce e já desafia
Mas elas saboreiam o nascer do dia
E junto ao beija-flor
Recomeçam, respiram

O jutaizeiro, no breu, a resina do dia
Que nasce e já desafia
Mas elas saboreiam o nascer do dia
E junto ao beija-flor
Recomeçam, respiram

Maruanum

El beso fértil
Del colibrí
En pocos segundos
Nacen granos de calor

Mientras tanto
En Maruanum
Las Señoras del Barro
Convocan gestos

Es el parto de la vajilla
Así como los colibríes
Convocan frutos
Ellas convocan amores

Ancestrales quilombolas
En sus manos
En sus canciones
Late mi corazón

El jutaizeiro, en la oscuridad, la resina del día
Que nace y desafía
Pero ellas saborean el amanecer
Y junto al colibrí
Recomienzan, respiran

El jutaizeiro, en la oscuridad, la resina del día
Que nace y desafía
Pero ellas saborean el amanecer
Y junto al colibrí
Recomienzan, respiran

Escrita por: Roni Moraes