Cortejo
No paxorô de Oxalufã
Vou me amparar, Obá
Obatalá!
Me vesti de branco
Me enfeitei de fitas
Com pano-da-Costa
Fiz meu abadá
Pus no meu turbante
Uma pedra roxa
Pendurei a guia
Com meu patuá
Botei água-de-cheiro
E antes de sair pra rua
Fui pedir a benção
Ao meu Orixá
Vim de Nazaré das Farinhas
Só pra desfilar
No afoxé dos Filhos de Gandhi
Tocando o seu ijexá
Vou seguir o cortejo
Pela beira do mar
Até o pé da igreja
De pai Oxalá
Cortejo
En el paso de Oxalufã
Buscaré refugio, Obá
¡Obatalá!
Me vestí de blanco
Me adorné con cintas
Con tela de Costa
Hice mi atuendo
Puse en mi turbante
Una piedra morada
Colgué mi collar
Con mi amuleto
Rocié agua de perfume
Y antes de salir a la calle
Fui a pedir la bendición
A mi Orixá
Vine desde Nazaré das Farinhas
Solo para desfilar
En el afoxé de los Hijos de Gandhi
Tocando su ijexá
Seguiré el cortejo
Por la orilla del mar
Hasta los pies de la iglesia
Del padre Oxalá
Escrita por: Paulo César Pinheiroi / Roque Ferreira