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Mi Deseo

Royce do Cavaco

Meu Querer

Vagando ao léu, ao Deus dará
Do meu futuro o que será?
Ninguém se toca
Que não quero ser pivete

Eu quero escola
E não uma lata de cola
Ser manchete matinal
Estirado numa vala

Não quero pena nem sentença
Ser condenado a recompensa
Nem ser taxado
De moleque marginal

Eu quero régua
Um caderno e uma caneta
Sem bereta ou escopeta
Decidindo o meu final

Não quero a sé
Candelária ou funabem
Nem ver presa a liberdade
Pelas telas da febem

Não quero a sé
Candelária ou funabem
Nem ver presa a liberdade
Pelas telas da febem

Mas eu
Eu quero ter o direito
Livre de preconceito
De ser também um cidadão

Do que eu preciso é a sua mão
Não quero a sua compaixão
Pra que mais tarde não me dê
Como presente a detenção

Eu quero amor curando os ais
O teu carinho satisfaz
Você não vê que sou criança
Carente de paz

Eu quero amor curando os ais
O teu carinho satisfaz
Você não vê que sou criança
Carente de paz

Vagando ao léu, ao Deus dará
Do meu futuro o que será?
Ninguém se toca
Que não quero ser pivete

Eu quero escola
E não uma lata de cola
Ser manchete matinal
Estirado numa vala

Não quero pena nem sentença
Ser condenado a recompensa
Nem ser taxado
De moleque marginal

Eu quero régua
Um caderno e uma caneta
Sem bereta ou escopeta
Decidindo o meu final

Não quero a sé
Candelária ou funabem
Nem ver presa a liberdade
Pelas telas da febem, eu não

Não quero a sé
Candelária ou funabem
Nem ver presa a liberdade
Pelas telas da febem

Mas eu
Eu quero ter o direito
Livre de preconceito
De ser também um cidadão

Do que eu preciso é a sua mão
Não quero a sua compaixão
Pra que mais tarde não me dê
Como presente a detenção

Eu quero amor curando os ais
O teu carinho satisfaz
Você não vê que sou criança
Carente de paz

Eu quero amor curando os ais
O teu carinho satisfaz
Você não vê que sou criança
Carente de paz

Mi Deseo

Vagando sin rumbo, al azar
¿Qué será de mi futuro?
Nadie se da cuenta
Que no quiero ser un chico de la calle

Quiero la escuela
Y no un bote de pegamento
Ser titular matutino
Tirado en una zanja

No quiero lástima ni sentencia
Ser condenado a una recompensa
Ni ser etiquetado
Como un chico marginal

Quiero una regla
Un cuaderno y un lápiz
Sin pistola o escopeta
Decidiendo mi final

No quiero la cárcel
Candelaria o funabem
Ni ver la libertad presa
En las pantallas de la febem

No quiero la cárcel
Candelaria o funabem
Ni ver la libertad presa
En las pantallas de la febem

Pero yo
Quiero tener el derecho
Libre de prejuicios
De ser también un ciudadano

Lo que necesito es tu mano
No quiero tu compasión
Para que más tarde no me des
como regalo la detención

Quiero amor sanando los dolores
Tu cariño satisface
¿No ves que soy un niño
Necesitado de paz?

Quiero amor sanando los dolores
Tu cariño satisface
¿No ves que soy un niño
Necesitado de paz

Vagando sin rumbo, al azar
¿Qué será de mi futuro?
Nadie se da cuenta
Que no quiero ser un chico de la calle

Quiero la escuela
Y no un bote de pegamento
Ser titular matutino
Tirado en una zanja

No quiero lástima ni sentencia
Ser condenado a una recompensa
Ni ser etiquetado
Como un chico marginal

Quiero una regla
Un cuaderno y un lápiz
Sin pistola o escopeta
Decidiendo mi final

No quiero la cárcel
Candelaria o funabem
Ni ver la libertad presa
En las pantallas de la febem, no

No quiero la cárcel
Candelaria o funabem
Ni ver la libertad presa
En las pantallas de la febem

Pero yo
Quiero tener el derecho
Libre de prejuicios
De ser también un ciudadano

Lo que necesito es tu mano
No quiero tu compasión
Para que más tarde no me des
como regalo la detención

Quiero amor sanando los dolores
Tu cariño satisface
¿No ves que soy un niño
Necesitado de paz?

Quiero amor sanando los dolores
Tu cariño satisface
¿No ves que soy un niño
Necesitado de paz

Escrita por: Edson, Castelo de Cera (Grupo)