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Cartas del Maria (part. Marina Sena)

Rubel

Carta de Maria (part. Marina Sena)

Serviu pra ver
O quanto que a gente é besta de esconder
Tudo que é pecado, tudo que é fora do contrato
Tudo que é gostoso e que faz bem

Calma, rapaz
Quem se escondeu só foi você

Eu sou filha da Lua com a rua
Sou redonda, branca e nua
Eu nasci pra viver, não pra me salvar
Eu me banho nas águas sagradas
Me encontre nas encruzilhadas
Bebo e danço na face da morte e da dor

Eu sou filha da Lua com a rua
Sou redonda, branca e nua
Eu nasci pra viver, não pra me salvar
Nem casar

Pra que se casar?
Pra que se casar?

Mas e o amor?
Será que ele nunca lhe chegou?
Tudo que fizemos, tudo que nós nos engendramos
Nada disso vale pra você

Calma, rapaz
Você não sabe nem o que é o amor

Eu sou filha da Lua com a rua
Sou redonda, branca e nua
Eu nasci pra viver, não pra me salvar
Eu não quero promessa de vida
Nem castelo, nem roupa bonita
Eu lá sou vira-lata pra me resgatar?

Nunca disse que eu queria cama
Eu transformo meu mundo num leito
Só lhe peço respeito pr'eu te respeitar
Não sou rica, também não sou besta
Sinto o cheiro de quem já não presta
O que chama de amor é uma corda
Pra me enforcar

Pra que se casar?
Pra que me casar?

Pra que se casar?
Pra que me casar?

Cartas del Maria (part. Marina Sena)

Sirvió para ver
Lo tontos que somos al esconder
Todo lo que es pecado, todo lo que está fuera del contrato
Todo lo que es rico y que nos hace bien

Calma, muchacho
Quien se escondió fuiste tú

Soy hija de la Luna y de la calle
Soy redonda, blanca y desnuda
Nací para vivir, no para salvarme
Me baño en las aguas sagradas
Encuéntrame en las encrucijadas
Bebo y bailo ante el rostro de la muerte y del dolor

Soy hija de la Luna y de la calle
Soy redonda, blanca y desnuda
Nací para vivir, no para salvarme
Ni para casarme

¿Para qué casarse?
¿Para qué casarse?

¿Pero y el amor?
¿Será que nunca te llegó?
Todo lo que hicimos, todo lo que engendramos juntos
Nada de eso vale para ti

Calma, muchacho
Tú ni siquiera sabes qué es el amor

Soy hija de la Luna y de la calle
Soy redonda, blanca y desnuda
Nací para vivir, no para salvarme
No quiero promesas de vida
Ni castillos, ni ropa bonita
¿Acaso soy una perra callejera para que vengas a rescatarme?

Nunca dije que quería una cama
Yo convierto mi mundo en un lecho
Solo te pido respeto para poder respetarte
No soy rica, pero tampoco soy tonta
Siento el olor de quien ya no vale la pena
Lo que tú llamas amor es una cuerda
Para ahorcarme

¿Para qué casarse?
¿Para qué casarme?

¿Para qué casarse?
¿Para qué casarme?

Escrita por: Rubel