Procedência
Não choro nem rio à toa
Nem mudo a minha fé
Eu toco esta minha vida do jeito que ela é
Domei potradas xucras
Andei pelas estâncias
Salvei e até matei
Conforme a circunstância
E sigo os meus dias
A rédea e a bater de cascos
Caí e derrubei
Essa é a sina dos homens guapos
Eu sei do que falo, se errei não sei
Mas tenho a certeza, daquilo que cantei
Não vendo o meu canto
Nem roubo os sonhos de ninguém
Talvez não compreendam
Meu jeito de viver
Mas quem me conhece
Sabe o meu querer
E por certo saberei
No instinto de querência
Que por gaúcho
Fiz minha procedência
Origen
No lloro ni río en vano
Ni cambio mi fe
Vivo mi vida tal como es
Domé potros salvajes
Recorrí las estancias
Salvé y hasta maté
Según las circunstancias
Y sigo mis días
Con las riendas y el golpear de los cascos
Caí y derribé
Esta es la suerte de los hombres valientes
Sé de lo que hablo, si me equivoqué no lo sé
Pero tengo la certeza de lo que canté
No vendo mi canto
Ni robo los sueños de nadie
Tal vez no comprendan
Mi forma de vivir
Pero quien me conoce
Sabe lo que quiero
Y seguramente sabré
En el instinto de pertenencia
Que por ser gaúcho
Hice mi origen
Escrita por: Arthur Bonilla / Rui Carlos Ávila / Vasco Velleda