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Alféizar de memoria

Rumo

Ladeira da Memória

Olha as pessoas descendo, descendo, descendo
Descendo a Ladeira da Memória
Até o Vale do Anhangabaú
Quanta gente!
Vagando pelas ruas sem profissão
Namorando as vitrines da cidade
Namorando, andando, andando, namorando
O céu ficou cinza e de repente trovejou
E a chuva vem caindo, caindo, caindo
Prendendo as pessoas nas portas, nos bares
Na beirada das calçadas
Quanta gente!
Com ar aborrecido olhando pro chão
Pro reflexo dos edifícios e dos carros
Nas poças d'água
E pros pingos, pingando, pingando, pingando
Olha as pessoas felizes, felizes, felizes
Felizes por que a chuva que caía agora pouco
Essa chuva que caia agora pouco já passou

Alféizar de memoria

Mira a la gente que baja, baja, baja
Bajando por la pendiente de la memoria
Al Valle de Anhangabaú
¡Tanta gente!
Vagando por las calles sin profesión
Citas con las vitrinas de la ciudad
Citas, caminar, caminar, salir
El cielo se volvió gris y de repente trueno
Y la lluvia está cayendo, cayendo, cayendo
Detener a la gente en las puertas, en los bares
En el borde de las aceras
¡Tanta gente!
Con aire aburrido mirando el suelo
Reflejo de edificios y coches
En los charcos
Y para el goteo, goteo, goteo, goteo
Mira a la gente feliz, feliz, feliz
Feliz de que la lluvia que cayó justo ahora
Esa lluvia que cae justo ahora ha pasado

Escrita por: Zécarlos Ribeiro