Passarinhada
(1974)
Manhã candeia, sombra de casco
A noite inteira passarinhou
Só bebe o rio e o bebedouro
É mau agouro, passarinhou
Vou levar minha viola, levar meu embornal
Essa trilha dá em gente, gente nova, capital
Vou levar minha viola, levar meu embornal
Essa trilha dá em gente, gente nova, capital
A mãe lavando as pedras à beira lá do açude
Com seu braço morno e rude o suor de quem passou
Mas o filho era bruto, só crivado de rancor
Fez da cor da despedida tardes do interior
Vou, vou levar minha viola, levar meu embornal
Essa trilha dá em gente, gente nova, capital
Lá no poente se debruçando, a sua gente se perguntou
Por onde as águas desse meu rio, por onde o filho passarinhou
Vou, vou levar minha viola, levar meu embornal
Essa trilha dá em gente, gente nova, capital
O menino foi campeiro, hoje empunha o embornal
Desce rio, desce ribeiro, avançando o matagal
A vida se faz nascente numa casa filial
Chaminé tão saliente: é o curso industrial. [ Repete II ]
Paseo de pájaros
(1974)
Mañana brillante, sombra de casco
Toda la noche paseando como pájaro
Solo bebe el río y el abrevadero
Es mal presagio, paseando como pájaro
Voy a llevar mi guitarra, llevar mi morral
Este camino lleva a gente, gente nueva, capital
Voy a llevar mi guitarra, llevar mi morral
Este camino lleva a gente, gente nueva, capital
La madre lavando las piedras en la orilla del estanque
Con su brazo cálido y rudo, el sudor de quien ha pasado
Pero el hijo era bruto, solo lleno de rencor
Hizo del color de la despedida tardes del interior
Voy, voy a llevar mi guitarra, llevar mi morral
Este camino lleva a gente, gente nueva, capital
En el poniente inclinándose, su gente se preguntó
Por dónde van las aguas de mi río, por dónde el hijo paseó como pájaro
Voy, voy a llevar mi guitarra, llevar mi morral
Este camino lleva a gente, gente nueva, capital
El niño fue campesino, hoy lleva el morral
Baja río, baja arroyo, avanzando en la maleza
La vida se convierte en naciente en una casa filial
Chimenea tan prominente: es el curso industrial. [Repite II]
Escrita por: José Jorge / Ruy Maurity