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Pata de Cabra

Ruy Maurity

Pé-de-Cabra

(1978)

Afinei o coração numa viola triste de fitas enfeitada
E chorei um ribeirão enquanto a morena deu uma gargalhada
Disse, "moço, não se avexe, que esse amor
Não passa de empreitada"
Sou a fama, sou a peste, mulher do mundo, dama Pé-de-cabra".

Arrisquei uma canção pra que o destino dela fosse pros diabo
Preparei um alçapão atrás de uma cancela, de corpo fechado
Disse, "moça, não se esqueça, meu coração já foi abençoado
Dos pés até a cabeça. Nasci assim, não vou morrer assado".

Ela se vestiu de rainha, no mais fino traje camponês
Deixou no ar um aroma de alecrim e perfume francês
Perdi a minha viola, sem contar os vinte contos de réis!
Perdi a minha viola, sem contar os vinte contos de réis! (Repete I)

Disse, "moço, não se avexe, que esse amor
Não passa de empreitada"
Sou a fama, sou a peste, mulher do mundo, dama Pé-de-cabra".

Pata de Cabra

(1978)

Afiné mi corazón en una guitarra triste adornada con cintas
Y lloré un arroyo mientras la morena se reía a carcajadas
Dijo, 'joven, no te preocupes, este amor
No es más que un trato'
Soy la fama, soy la peste, mujer del mundo, dama Pata de Cabra.

Arriesgué una canción para que su destino fuera al diablo
Preparé una trampa detrás de una cancela, con cuerpo cerrado
Dije, 'chica, no olvides, mi corazón ya fue bendecido
De pies a cabeza. Así nací, no moriré asado'.

Ella se vistió de reina, con el traje campesino más fino
Dejó en el aire un aroma a romero y perfume francés
¡Perdí mi guitarra, sin contar los veinte reales!
¡Perdí mi guitarra, sin contar los veinte reales! (Repite I)

Dijo, 'joven, no te preocupes, este amor
No es más que un trato'
Soy la fama, soy la peste, mujer del mundo, dama Pata de Cabra.

Escrita por: José Jorge / Ruy Maurity