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Memosepia (memória sépia)

Sajou No Hana

Memosepia

ぱっとこぼした種はさっとまぎれた
patto koboshita tane wa satto magireta
しみついた色をたどり見守ろう
shimitsuita iro o tadori mimamorou

おおお すぐまた
oh oh sugu mata

このてのひらにもどってきた
kono tenohira ni modotte kita
のぼるのにはこのままじゃ
noboru no ni wa kono mama ja
かるすぎてたよりない
karusugite tayorinai

せかいはつめたいねつをうばってく
sekai wa tsumetai netsu o ubatteku
まぶしいひざしじゃたりない
mabushī hizashi ja tarinai
ふれたおもいでがさきをとざしてく
fureta omoide ga saki o tozashiteku
そのたいおんふりはらってとおくまで
sono taion furiharatte touku made

からせばいっしゅんですむのに
karase ba isshun de sumu no ni
きたいがはなれない
kitai ga hanarenai

すっとならべたちーぷなのりのじょうけい
sutto narabeta chīpu na nori no joukei
どうせわすれてたことさえわすれ
douse wasureteta koto sae wasure
かきしるす
kakishirusu

もうみかえすことないばしょ
mou mikaesu koto nai basho
それでもここにいたのを
sore de mo koko ni ita no o
だれかにしってほしい
dare ka ni shitte hoshī

ふぃくしょんうたがってまわりみわたした
fikushon utagatte mawarimiwatashita
いいわけはひとりじゃいみない
īwake wa hitori ja imi nai
あのひとなりでいっしょにわらえた
ano hi tonari de issho ni waraeta
あおいときのかんかくはりあるで
aoi toki no kankaku wa riaru de

もどれないせんたくがかただった
modorenai sentaku ga katadotta
もしもがちらついた
moshi mo ga chiratsuita

せいさしてすてたあいまいでなりたったせかいは
seisa shite suteta aimai de naritatta sekai wa
どうしようもないくらいねずいていた
dou shiyou mo nai kurai nezuiteita

せかいはつめたいねつをうばってく
sekai wa tsumetai netsu o ubatteku
まぶしいひざしじゃたりない
mabushī hizashi ja tarinai
ふれたおもいでがさきをとざしてく
fureta omoide ga saki o tozashiteku
そのたいおんふりはらってとおくまで
sono taion furiharatte touku made

ふぃくしょんうたがってまわりみわたした
fikushon utagatte mawarimiwatashita
いいわけはひとりじゃはなせない
īwake wa hitori ja hanasenai
あのひとなりでいっしょにわらえた
ano hi tonari de issho ni waraeta
あおいときのかんかくはりあるで
aoi toki no kankaku wa riaru de

もどれないせんたくがかただった
modorenai sentaku ga katadotta
もしもがはじまった
moshi mo ga hajimatta

Memosepia (memória sépia)

As sementes que deixei cair de repente, logo se misturaram
Vou seguir as cores manchadas e vigiar

Oh, oh, e logo mais

Elas voltaram para a palma da minha mão
Para subir, do jeito que está
É leve demais, não dá para confiar

O mundo é frio, e vai roubando o meu calor
A luz forte do sol não é suficiente
Memórias que toquei vão bloqueando o caminho à frente
Sacudindo esse calor humano, vou para longe

Se eu deixasse secar, acabaria num instante
Mas não vou perder a esperança

Cenas baratas que alinhei rapidamente
Escrevendo coisas que esqueci
E os registrando

Um lugar para onde não olharei mais
Mesmo assim, quero que alguém saiba
Que eu estive aqui

Duvidei da ficção e olhei em volta
Desculpas não têm sentido quando se está sozinho
Naquele dia, lado a lado, rimos juntos
A sensação daquele tempo imaturo era real

A escolha sem volta foi rígida
O talvez começa a piscar

O mundo feito de incertezas, que analisei e joguei fora
Tinha criado raízes profundas demais, não havia o que fazer

O mundo é frio, e vai roubando o meu calor
A luz forte do sol não é suficiente
Memórias que toquei vão bloqueando o caminho à frente
Sacudindo esse calor humano, vou para longe

Duvidei da ficção e olhei em volta
Não consigo dar desculpas sozinho
Naquele dia, lado a lado, rimos juntos
A sensação daquele tempo imaturo era real

A escolha sem volta foi rígida
O talvez começou

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