A Outra
Dizem que eu não presto
Porque tenho outra em minha vida
Dizem que eu não presto
Porque tenho tudo no meu santo lar
Mais eles não sabem que roupa lavada e comida bem feita
Não mata o desejo nem mata a fome de quem sabe amar
Quando chego em casa
Não posso fazer aquilo que mais quero
Tudo é proibido e o amor é feito por obrigação
Eu saio pra rua a outra me espera e me pega no colo
Me abraça e me beija me tira de pressa dessa solidão
A outra me da carinho constante
Nóis somos amantes sem nenhum pudor
A outra não lava também não cozinha
Mais é toda minha na hora do amor
La Otra
Dicen que no valgo
Porque tengo otra en mi vida
Dicen que no valgo
Porque lo tengo todo en mi hogar sagrado
Pero no saben que la ropa limpia y la comida bien hecha
No mata el deseo ni el hambre de quien sabe amar
Cuando llego a casa
No puedo hacer lo que más deseo
Todo está prohibido y el amor se hace por obligación
Salgo a la calle, la otra me espera y me recoge en brazos
Me abraza, me besa, me saca rápidamente de esta soledad
La otra me da cariño constante
Somos amantes sin ningún pudor
La otra no lava, tampoco cocina
Pero es toda mía en el momento del amor