Minha Terra, Minha Infância
Quisera que a vida trouxesse de volta
Meus entes queridos que a morte roubou
Meu corpo cansado voltasse à infância
Aos sonhos dourados que o vento levou
A minha casinha que um dia deixei
O tempo impiedoso já desmoronou
Aqueles caminhos tão lindos da roça
A chuva em poças também transformou
A namoradinha do banco da escola
Pelo mundo afora nunca mais eu vi
Talvez me esqueceu ou ainda recorda
Seu pranto transborda tão longe daqui
Quisera rever a velha paineira
Auroras em cores, minhas madrugadas
A Lua prateada, a canção do poeta
As noites de junho, a vendinha da estrada
A velha porteira, o grande curral
Berrante choroso chamando a boiada
Agora distante de tudo isso
Estou submisso à saudade malvada
A namoradinha do banco da escola
Pelo mundo afora nunca mais eu vi
Talvez me esqueceu ou ainda recorda
Seu pranto transborda tão longe daqui
Mi Tierra, Mi Infancia
Quisiera que la vida trajera de vuelta
A mis seres queridos que la muerte se llevó
Mi cuerpo cansado regresara a la infancia
A los sueños dorados que el viento se llevó
Mi casita que un día dejé atrás
El tiempo implacable ya la derrumbó
Esos caminos tan hermosos del campo
La lluvia los convirtió en charcos también
La novia del banco de la escuela
Por el mundo afuera nunca más vi
Quizás me olvidó o aún recuerda
Su llanto desborda tan lejos de aquí
Quisiera ver de nuevo el viejo árbol de ceibo
Amaneceres en colores, mis madrugadas
La Luna plateada, la canción del poeta
Las noches de junio, la tiendita del camino
La vieja tranquera, el gran corral
El berrido melancólico llamando al ganado
Ahora lejos de todo eso
Estoy sometido a la malvada nostalgia
La novia del banco de la escuela
Por el mundo afuera nunca más vi
Quizás me olvidó o aún recuerda
Su llanto desborda tan lejos de aquí
Escrita por: Alexandre At / LUIZ DE CASTRO / Tião Carreiro