Imperatriz Leopoldinense 2025 - Ricardo Ferreira e Cia
Nossa jornada começa nesse instante
Num reino exuberante onde impera Oxalufã
Senhor de Ifon quer visitar Xangô
Ao oráculo chegou, buscou recomendação
Senhor funfun, prevejo um ardor
Não lhe desejo temor
Sinto o mal se aproximar
Pague Exu para abrir o seu caminho
Ao seguir o seu destino, lhe oriento
Sabão da costa, panos brancos, não esqueça!
Em silêncio obedeça
Proteção ao desalento
O dono do caminho nunca deixa de cobrar
Galhofeiro, com justiça, Exu pediu o seu quinhão
Carvão, vinho de palma e azeite
Tudo isso foi enfeite perto da complicação!
Chegando em Oyó, vejam só, grande rei
Foi confundido com um fora da lei
Oxalá foi preso e pagou caro pelo seu desprezo
Então a ruína se espalhou no reino
Xangô, quando soube do erro
Foi pedir o seu perdão
E em procissão, o seu povo se pôs a saudar
Numa festa, rei Obatalá
Que chegou à nossa nação
Nessa mesa farta de identidade
Canto com orgulho a negritude
Virtude da nossa brasilidade
Vou me banhar nas águas de Oxalá
O grande Obá vai ser coroado
Ao swing dos ogãs da Leopoldina
A verdade genuína de um povo abençoado
Imperatriz Leopoldinense 2025 - Ricardo Ferreira y Cía
Nuestra jornada comienza en este instante
En un reino exuberante donde impera Oxalufã
Señor de Ifon quiere visitar a Xangô
Al oráculo llegó, buscó recomendación
Señor funfun, preveo un ardor
No te deseo temor
Siento el mal acercarse
Paga a Exu para abrir tu camino
Al seguir tu destino, te orientaré
Jabón de la costa, paños blancos, ¡no lo olvides!
En silencio obedece
Protección ante el desaliento
El dueño del camino nunca deja de cobrar
Bromista, con justicia, Exu pidió su parte
Carbón, vino de palma y aceite
Todo eso fue adorno cerca de la complicación!
Llegando a Oyó, miren, gran rey
Fue confundido con un forajido
Oxalá fue preso y pagó caro por su desprecio
Entonces la ruina se esparció en el reino
Xangô, cuando supo del error
Fue a pedir su perdón
Y en procesión, su pueblo se puso a saludar
En una fiesta, rey Obatalá
Que llegó a nuestra nación
En esta mesa abundante de identidad
Canto con orgullo la negritud
Virtud de nuestra brasilidad
Voy a bañarme en las aguas de Oxalá
El gran Obá será coronado
Al ritmo de los ogãs de Leopoldina
La verdad genuina de un pueblo bendecido
Escrita por: Ricardo Ferreira / Breno Medeiros / Arthur Gabriel / Fábio Henrique / Nego Léo / J.Kaoma