Portela 2026 - Alan Barcellos
Na festa de batuque encontrei meu patuá
Vou acender a vela no cruzeiro de Bará
Um príncipe negro africano chegou
Pampa negro no Sul do Brasil
Vindo de Benin, Custódio Joaquim
É osuanlele okizí erupê
Curandeiro, feiticeiro
Príncipe dos mendigos, rei das
Mandingas
Curandeiro, macumbeiro
Príncipe dos mendigos, rei das
Mandingas
Na cidade baixa juntou seu povo
No fundo do quintal
No mesmo toque do tambor
As nações de Oyó, jeje, nagô
Uma África nos pampas
Um porto de heranças africanas
O príncipe negro africano de Ajudá
Assentou no cruzeiro o ocutá do Bará
O príncipe negro africano de Ajudá
Assentou no mercado o ocutá do Bará
Província de São Pedro
Sesmarias, lei de terras
Pra cativos, palmatória
Imigrantes, concessão
Na casa grande vingou, ô
A justiça que o dono exigiu, ô
Negro perdeu a disputa
E no formigueiro dormiu
E na senzala aflorou, ô
O canto dos atabaques, ô
Criado-mudo não mais
Batuque me libertou
Negrinho do pastoreio
Nos salve desse nevoeiro
Reza à madrinha, mãe oxum
Nosso patrono, pai ogum
Iansã a nos inspirar
Xangô vem fazer a justiça com seu oxé
Axé xapanã, olorí de Custódio
Varre tudo o que não presta pra bem longe1
Bará, abre os caminhos pra esse povo, saravá
Batuque, tuque, tuque, todo o muque no toque do tambor!
Negrinho, tua vela é um farol
Guiando a negritude na querência do Brasil
Portela 2026 - Alan Barcellos
En la fiesta de batuque encontré mi patuá
Voy a encender la vela en el cruce de Bará
Un príncipe negro africano llegó
Pampa negra en el Sur de Brasil
Viniendo de Benín, Custódio Joaquim
Es osuanlele okizí erupê
Curandero, hechicero
Príncipe de los mendigos, rey de las
Mandingas
Curandero, macumbero
Príncipe de los mendigos, rey de las
Mandingas
En la ciudad baja reunió a su gente
En el fondo del patio
Al mismo ritmo del tambor
Las naciones de Oyó, jeje, nagô
Una África en los pampas
Un puerto de herencias africanas
El príncipe negro africano de Ajudá
Colocó en el cruce el ocutá de Bará
El príncipe negro africano de Ajudá
Colocó en el mercado el ocutá de Bará
Provincia de San Pedro
Sesmarias, ley de tierras
Para cautivos, palmatoria
Inmigrantes, concesión
En la casa grande triunfó, ô
La justicia que el dueño exigió, ô
El negro perdió la disputa
Y en el hormiguero durmió
Y en la senzala floreció, ô
El canto de los atabaques, ô
El criado mudo ya no más
Batuque me liberó
Negrito del pastoreo
Sálvanos de esta neblina
Reza a la madrina, madre oxum
Nuestro patrón, padre ogum
Iansã a inspirarnos
Xangô viene a hacer justicia con su oxé
Axé xapanã, olorí de Custódio
Limpia todo lo que no sirve para bien lejos
Bará, abre los caminos para este pueblo, saravá
Batuque, tuque, tuque, todo el muque en el toque del tambor!
Negrito, tu vela es un faro
Guiando la negritud en la querencia de Brasil