Portela 2026 - Enidio Guimarães
Alupô Bará! Alupô meu pai!
É no toque do ilú
Que a gira vai girar
Do Rio Grande ecoa um canto de fé
Que chegou em Madureira derramando seu axé
África num sopro de luz renasceu
Com as bençãos de ifá reluziu sapatá
Seu príncipe negro venceu
Coragem, força e ancestralidade
Folhas e rezas firmaram seu chão
Na luta pela liberdade
Quebrando barreiras
Trazendo a paz e a união
Corre, negrinho!
Clareia o terreiro
Voa alto com a águia no batuque tem xirê
O tambor chamou pra dança do feiticeiro
Cende vela, faz fumaça
Põe cachaça no dendê
Vem do Benin consagrado
E fez do mercado um grande altar
Custódio negro iluminado foi abençoado
Se fez coroar nos pampas do meu Brasil
A realeza no seu despertar
Reunindo as nações e faz a Portela cantar
Portela 2026 - Enidio Guimarães
¡Alupô Bará! ¡Alupô, mi viejo!
Es al ritmo del ilú
Que la danza va a girar
Desde el Río Grande resuena un canto de fe
Que llegó a Madureira derramando su axé
África renació en un soplo de luz
Con las bendiciones de ifá brilló, zapatá
Su príncipe negro triunfó
Coraje, fuerza y ancestralidad
Hojas y rezos firmaron su suelo
En la lucha por la libertad
Rompiendo barreras
Trayendo paz y unión
¡Corre, negrito!
Ilumina el terreiro
Vuela alto con el águila, en el batuque hay xirê
El tambor llamó a la danza del hechicero
Enciende la vela, haz humo
Pon cachaça en el dendê
Viene del Benin consagrado
Y convirtió el mercado en un gran altar
Custódio, negro iluminado, fue bendecido
Se hizo coronar en los pampas de mi Brasil
La realeza en su despertar
Reuniendo a las naciones y hace cantar a Portela
Escrita por: Giba Nascimento, Igor Sebastian, Enídio Guimarães, Robinho Vieira, Henrique do Banjo, Paulinho Pavuna