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Salgueiro 2025 - Renato Penna

Samba Concorrente

Salgueiro 2025 - Renato Penna

De corpo fechado por inteiro
Salgueiro eu sou Salgueiro!
É carnaval no Rio de Janeiro
A Sapucaí é nosso terreiro

Canta povo da rua
Pra firmar ponto na avenida
Vem do islã, do império Mali a mandinga
Chegando à África dos nossos ancestrais
Essa magia pelo mundo se espalha
Até chegar no Brasil, uma nação de fé
Onde os ogãs da academia
Vão batucar pedindo axé

Ô Bateria Furiosa!
Não deixe a chama apagar
Bate tambor pro orixá
Vai pegar fogo no gongá

Não mexe comigo não
Pois eu nunca ando só
Com simpatia, reza forte e oração
Peço a bênção pra vovó
Laroyê, Exú! Guardião da encruzilhada
Acende vela, salve as almas feiticeiro
Preto velho mandingueiro
O inimigo cai, eu fico em pé

Ginga malandro
Saravá seu zé!

Tem proteção do pajé
Com as puras ervas da mata
Ê, lampião! Seu chapéu é sua devoção
Tomo banho de pipoca, eu não nego!
Contra o mau olhado
Meu patuá sempre carrego!
De vermelho e branco eu vou
Me batizar nas águas de xangô
Em nome do pai, do filho e do Espírito Santo!
Amém, amém, amém!

Salgueiro 2025 - Renato Penna

Con el cuerpo cerrado por completo
¡Salgueiro, yo soy Salgueiro!
Es carnaval en Río de Janeiro
La Sapucaí es nuestro terreno

Canta gente de la calle
Para marcar el ritmo en la avenida
Viene del islám, del imperio Mali a la mandinga
Llegando a África de nuestros ancestros
Esa magia se esparce por el mundo
Hasta llegar a Brasil, una nación de fe
Donde los ogãs de la academia
Van a tocar pidiendo axé

¡Oh Batería Furiosa!
No dejes que la llama se apague
Bate el tambor para el orixá
Va a arder en el gongá

No te metas conmigo
Porque nunca ando solo
Con simpatía, rezo fuerte y oración
Pido la bendición a mi abuela
¡Laroyê, Exú! Guardián de la encrucijada
Enciende vela, salva las almas, hechicero
Viejo negro mandingueiro
El enemigo cae, yo me quedo en pie

Ginga malandro
¡Saravá, su Zé!

Tengo protección del pajé
Con las puras hierbas de la selva
¡Eh, lampião! Tu sombrero es tu devoción
Me baño en pipoca, ¡no lo niego!
Contra el mal de ojo
Siempre llevo mi patuá
De rojo y blanco voy
A bautizarme en las aguas de Xangô
¡En nombre del padre, del hijo y del Espíritu Santo!
¡Amén, amén, amén!

Escrita por: Enato Penna / Valdemiro Santos / Diego Pomar / André Pomar / Krys Barros / Celio Santos / Nathalia Nícolas / Anizio Elias / Victor Aguiar / P. J. Do Samba