Santa Cruz 2025 - Alexandre Valle
Tempo de renascimento
Homens, ao vento a se aventurar
Singrando o oceano
Vencendo o medo profano
Dos lendários seres do mar
Cruz erguida, rezou-se a missa
Em homenagem ao Deus cristão
Na terra invadida
Para o espanto dos nativos desse chão
Nem adianta me catequisar
Meu altar é a própria natureza
As lições de tupã, aprendi com o pajé
Seja guerreiro, mas não perca a pureza!
Nos navios negreiros nos jogaram
Mas, não amordaçaram a nossa fé
Resisti às repressões
Às mais diversas nações do meu candomblé
Meu gongá é meu altar miscigenado
Hoje, tem festa pra todo lado
Divino, cavalhada e reisado
Não estamos sós, cantamos a uma só voz
A esperança é verde, branca é a paz
Intolerância nunca mais!
Ao pés da santa Cruz estou
Menino Deus me ensinou
Que o importante é andar com fé
Amém, Tupã, axé!
Santa Cruz 2025 - Alexandre Valle
Tiempo de renacimiento
Hombres, al viento a aventurarse
Navegando el océano
Venciendo el miedo profano
De los legendarios seres del mar
Cruz levantada, se rezó la misa
En homenaje al Dios cristiano
En la tierra invadida
Para el asombro de los nativos de este suelo
No sirve de nada catequizarme
Mi altar es la propia naturaleza
Las lecciones de Tupã, las aprendí con el chamán
Sé guerrero, ¡pero no pierdas la pureza!
En los barcos negreros nos arrojaron
Pero no amordazaron nuestra fe
Resistí a las represiones
De las más diversas naciones de mi candomblé
Mi gongá es mi altar mestizado
Hoy, hay fiesta por todos lados
Divino, cabalgata y realeza
No estamos solos, cantamos a una sola voz
La esperanza es verde, blanca es la paz
¡Intolerancia nunca más!
A los pies de la santa Cruz estoy
Niño Dios me enseñó
Que lo importante es andar con fe
¡Amén, Tupã, axé!
Escrita por: Alexandre Valle / Paulo Bispo / Alace Machado / Tadeuzinho / Lukinhas / Carlinha / Débora Esteves / JH Machado