Tradição 2020 - Alexandre Valle e Cia
Oh, pai, olhai pelo Brasil
Onde está a mãe gentil
Que nos abandonou
Desde o início da invasão?
No descobrimento, pra história
Nos enviaram a escória
Para povoar o nosso chão
Fincando a bandeira da corrupção
Ao Deus tupã não pude mais clamar
Disfarcei o culto aos meus orixás
Vi nosso ouro ser levado pra além-mar
Como eu sofri, não sofrerei jamais
Ainda ecoa o som da chibata
Tem índio perdendo a mata
A senzala nunca acabou
A casa grande da nova nobreza
Tripudia da pobreza que ao negro relegou
Ô, mãe gentil
A esperança ainda resiste no Brasil
Verás que um filho seu não foge à luta
Se o passado não muda
Farei no futuro um novo final
Sem miséria e ganância
Só justiça e igualdade
Intolerância não rima com fraternidade
O Sol da liberdade, há de raiar
Um novo país vai nascer
Canta, Tradição, nas asas do condor
Vai chegar um novo amanhecer
Tradiciones 2020 - Alexandre Valle y Cía
Oh, padre, cuida de Brasil
Dónde está la madre gentil
Que nos abandonó
Desde el inicio de la invasión?
En el descubrimiento, para la historia
Nos enviaron la escoria
Para poblar nuestra tierra
Plantando la bandera de la corrupción
Al Dios Tupã ya no pude llamar
Disimulé el culto a mis orixás
Vi nuestro oro ser llevado más allá del mar
Como sufrí, no sufriré jamás
Todavía resuena el sonido de la chibata
Hay indígenas perdiendo la selva
La senzala nunca terminó
La casa grande de la nueva nobleza
Se burla de la pobreza a la que relegó al negro
Oh, madre gentil
La esperanza aún resiste en Brasil
Verás que un hijo tuyo no huye de la lucha
Si el pasado no cambia
Haré en el futuro un nuevo final
Sin miseria y avaricia
Solo justicia e igualdad
Intolerancia no rima con fraternidad
El Sol de la libertad, ha de brillar
Un nuevo país va a nacer
Canta, Tradición, en las alas del cóndor
Llegará un nuevo amanecer
Escrita por: Alexandre Valle / Carlinhos Ousadia / Genésio Gegê / João Affonso / Luiz Carlos D'Avenida / Paulo Bispo / Pixulé / Valtinho Cezarão