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Viradouro 2025 - Carlos Barbosa y Cía

Samba Concorrente

Viradouro 2025 - Carlos Barbosa e Cia

Hoje o sagrado e o tronco divino
Da raiz deste chão nordestino, e que te faço chá
Eu sou juremeiro tinhoso
Meus gritos são sombras no ar
Liberdade a me abraçar
Sou o vento da justiça dissipado em catimbós
Também sou João Batista quem despista seu algoz
Eu tenho a chave que abre a tranca da senzala
E o saber que está contido nos cipós, ô
Dos pajés eu herdei a ciência
Dos quilombos eu fiz resistência
Dos aflitos eu sou protetor
As matas são fronteiras nos meus versos
E as mandingas do universo faz de mim um herói do avesso

Okê caboclo, passei no pé da jurema
Não tenho pena de quem quer me derrubar
Sou a fumaça que viaja em descarrego
O cachimbo é meu segredo, sou a luz no patuá

Meu tambor e o som dos atabaques fazem crer
Trançando arco e flexa com oxê
Cruzando mistérios e assim, com a fé
No mensageiro que alumia, dos três mundos ressurgiu
Hoje eu aqui estou, convocado por xangô
Pra tacar fogo no Brasil
Canta Viradouro, meu poder é ser
Malungo exu trunqueiro preparado pra vencer
Sou a força, sou o guia, estrela a brilhar
Nessa terra me saúdam com sobô nirê mafá

Ô iê iê jurema, ô iê iá
Ô junçá, Vajucá
Malunguinho é o reis do catucá

Viradouro 2025 - Carlos Barbosa y Cía

Hoy lo sagrado y el tronco divino
De la raíz de esta tierra nordestina, y que te hago té
Soy juremeiro tenaz
Mis gritos son sombras en el aire
Libertad abrazándome
Soy el viento de la justicia disperso en catimbós
También soy Juan Bautista quien despista a su verdugo
Tengo la llave que abre la tranca de la esclavitud
Y el saber que está contenido en las lianas, oh
De los pajés heredé la ciencia
De los quilombos hice resistencia
De los afligidos soy protector
Las selvas son fronteras en mis versos
Y las mandingas del universo me hacen un héroe del revés

Okê caboclo, pasé por el pie de la jurema
No tengo piedad de quien quiere derribarme
Soy el humo que viaja en descarrego
La pipa es mi secreto, soy la luz en el patuá

Mi tambor y el sonido de los atabaques hacen creer
Trenzando arco y flecha con oxê
Cruzando misterios y así, con la fe
En el mensajero que ilumina, de los tres mundos resurgió
Hoy aquí estoy, convocado por xangô
Para prender fuego a Brasil
Canta Viradouro, mi poder es ser
Malungo exu trunqueiro preparado para vencer
Soy la fuerza, soy el guía, estrella a brillar
En esta tierra me saludan con sobô nirê mafá

Ô iê iê jurema, ô iê iá
Ô junçá, Vajucá
Malunguinho es el rey del catucá

Escrita por: Carlos Barbosa / Yara Mathias / Alexandre Bruully / Jack Nery / Tito Dassil / Jo Borges / Preto Queiróz / Cacau Souza / Bira Amizade / Rita Barbosa