Viradouro 2025 - PC Portugal e Cia
Sobô nirê, sobô nirê mafá
Sobô nirê mafá sobô nirê
A chama no olhar, a Viradouro acendeu
E quando se alastrar, saiba que sou eu!
Galopei no vento
Arriei quando ouvi o alujá
E a fumaça anuviou
Sou João Batista juremeiro
A noite e o luar
Mensageiro protetor
Fogo que arde o engenho
Mal assombro do canavial
Arrepio do quilombo, assovio de mocambo
Margeando a paz do manguezal
Chave da senzala, arte do engano
Aos olhos tiranos, um pesadelo sem fim
Anti-herói pernambucano, a espada do motim
Alma de caboclo, reis do catucá
Coroa de palha, pena de quem enfrentá
Folha macerada, trama de cipó
Renascido da jurema
Porque a força da jurema
É a raiz do catimbó
Venci, virei ciência nesse chão
No meu cachimbo a purificação
Resisto nos rituais
Eu fecho o corpo e abro portais
Sete pontas da estrela me encantam
Sete flechas e calungas se encontram
Nas rodas de coco, pelos cortejos pra mim
Firmam ponto cantando assim
Malunguinho, Malunguinho
Coroado no tambor
Guardião, exu trunqueiro
Esse aqui é meu terreiro
Viradouro de xangô
Viradouro 2025 - PC Portugal y Cia
Sobó nirê, sobó nirê mafá
Sobó nirê mafá sobó nirê
La llama en la mirada, la Viradouro encendió
Y cuando se expanda, ¡sabe que soy yo!
Galopé en el viento
Me detuve cuando escuché el alujá
Y el humo se nubló
Soy João Batista juremeiro
La noche y la luna
Mensajero protector
Fuego que arde en el ingenio
Maldito asombro del cañaveral
Escalofrío del quilombo, silbido de mocambo
Bordeando la paz del manglar
Llave de la senzala, arte del engaño
A los ojos tiranos, una pesadilla sin fin
Anti-héroe pernambucano, la espada del motín
Alma de caboclo, reyes del catucá
Corona de paja, pluma de quien se enfrenta
Hoja macerada, trama de cipó
Renacido de la jurema
Porque la fuerza de la jurema
Es la raíz del catimbó
Vencí, me volví ciencia en este suelo
En mi pipa la purificación
Resisto en los rituales
Cierro el cuerpo y abro portales
Siete puntas de la estrella me encantan
Siete flechas y calungas se encuentran
En las ruedas de coco, por los cortejos para mí
Fijan el punto cantando así
Malunguinho, Malunguinho
Coronado en el tambor
Guardián, exu trunqueiro
Este aquí es mi terreiro
Viradouro de xangô
Escrita por: Mocotó / Pc Potugal / J. Lambreta / Peralta / Alexandre Fernandes / André Quintanilha / Bira Do Canto / Rodrigo Deja / Ronilson Fernandes / Carlão Do Caranguejo