Viradouro 2025 - Sérgio Chagas e Cia
Gosto de respeito, sou respeitador
Pediram licença, eu vim na batida do tambor
Na fumaça da magia no vento que gira no mundo
Meus camaradas firmam a gira de malungo
Nação coroada reino de xangô
Desperta nego a justiça lhe chamou
Sangue bantu não aceita cativeiro
Fogo que queima engenho canavial
Assombro dos tiranos desalmados
Santo no altar dos renegados
Encantados, árvore ancestral
Gritam malungo, Malunguinho somos nós
Lutei por minha gente nos mocambos
Ressurgi mensageiro de três mundos
Mata jurema, encruzilhada caboclo Catucá, sua morada
Caminhos abri ó mano minha folha sagrada
Que cura meu caminhar
A quem merece essa terra pisará
Coroado caboclo preaca na mão
Cocares, pajés, união
Alumia o breu da noite
Defende nossa gente essa nação
Malunguinho é rei da mata
Rei da mata é Malunguinho
Corre minha Viradouro
Tira estrepe do caminho
Triunfei mestre triunfá
Sou cuia da sapucaia da sagrada juremá
Miração vejo aqui e acolá
Portal do mundo, encontros cruzados
Guardião juremeiro afamado
Há minhas sete cidades
Catimbó me chama vim sarar necessidades
É sagrado, é profano, exu trunqueiro
Arco flecha com oxê firma no cruzeiro
Santo coroado, rei da procissão
Calunga, maracatu, estandarte vem na mão
Fumaça subiu inimigo caiu
João Batista reis malungo taca fogo no Brasil
Sobô nirê mafá Sobô nirê mafá
Malungo é a chave da vitória do quilombo
Viradouro terra de Araribóia
Viradouro 2025 - Sérgio Chagas y Cía
Me gusta el respeto, soy respetuoso
Pidieron permiso, yo vine al ritmo del tambor
En el humo de la magia, en el viento que gira por el mundo
Mis camaradas afirman la gira de malungo
Nación coronada, reino de xangô
Despierta, hermano, la justicia te llamó
Sangre bantu no acepta cautiverio
Fuego que quema ingenio cañero
Asombro de los tiranos desalmados
Santo en el altar de los renegados
Encantados, árbol ancestral
Gritan malungo, Malunguinho somos nosotros
Luché por mi gente en los mocambos
Resurgí mensajero de tres mundos
Mata jurema, encrucijada caboclo Catucá, tu morada
Caminos abrí, oh hermano, mi hoja sagrada
Que cura mi andar
A quien merece esta tierra pisará
Coronado caboclo, preaca en la mano
Cocares, pajés, unión
Ilumina la oscuridad de la noche
Defiende a nuestra gente, esta nación
Malunguinho es rey de la selva
Rey de la selva es Malunguinho
Corre, mi Viradouro
Quita obstáculos del camino
Triunfé, maestro, triunfar
Soy cuia de sapucaia de la sagrada juremá
Maravilla veo aquí y allá
Portal del mundo, encuentros cruzados
Guardián juremeiro afamado
Hay mis siete ciudades
Catimbó me llama, vine a sanar necesidades
Es sagrado, es profano, exu trunqueiro
Arco y flecha con oxê firme en el cruce
Santo coronado, rey de la procesión
Calunga, maracatu, estandarte viene en la mano
El humo subió, el enemigo cayó
João Batista, reyes malungo, prende fuego en Brasil
Sobô nirê mafá, Sobô nirê mafá
Malungo es la clave de la victoria del quilombo
Viradouro, tierra de Araribóia