Viradouro 2025 - Sidney Sã e Cia
Viradouro leva ao mundo
Num canto de fé, a nossa mensagem
Te abro as portas do meu coração
Sou mais um João, minha falange vem pedir passagem
Branco e encarnado, o solo sagrado
Enraizado pela jurema
Feito um poema a fumaça espalha
Sobre a cabeça coroa de palha
O companheiro, irmão de batalha malungo João
É chama contra o desengano
A queimar tiranos e depor o algoz
Para abrir as portas, chave é rebeldia
Pra lutar pelo que um dia foi negado a nós
E derrubar sistema servil
Cair em Pernambuco, se erguer no Brasil
É da mata, é catucá caboclo não falha
Defende inocente, não teme tocaia
Rasgando trilhas de foice e facão
Gibão de couro, preaca na mão
É da mata, é catucá caboclo não falha
Defende inocente, não teme tocaia
Força pra vencer, folha pra curar
Sabedoria pra perdurar
Nos encantamentos e nos encantados
Toda a magia das sete cidades
Do seu panteão arreia no terreiro
Mestre juremeiro sara enfermidades
Triunfei! Triunfei! Triunfá! No meu juremá
Guardião das encruzilhadas
Exu-trunqueiro das caminhadas
Quando toca o alujá, o povo quer dançar
Quebra no coco, de roda e de gira
Pra incendiar... Nação de xangô vem te convocar
Sobô nirê, sobô nirê mafá
Sobô nirê Malunguinho sobô
Viradouro 2025 - Sidney Sã y Cía
Viradouro lleva al mundo
Con un canto de fe, nuestra mensaje
Te abro las puertas de mi corazón
Soy un Juan más, mi falange viene a pedir paso
Blanco y rojo, el suelo sagrado
Enraizado por la jurema
Como un poema, el humo se esparce
Sobre la cabeza, corona de paja
El compañero, hermano de batalla, malungo Juan
Es llama contra el desengaño
Que quema tiranos y depones al verdugo
Para abrir las puertas, la llave es rebeldía
Para luchar por lo que un día nos fue negado
Y derribar el sistema servil
Caer en Pernambuco, levantarse en Brasil
Es de la selva, es catucá, el caboclo no falla
Defiende al inocente, no teme emboscadas
Rasgando senderos con guadaña y machete
Chaleco de cuero, preaca en la mano
Es de la selva, es catucá, el caboclo no falla
Defiende al inocente, no teme emboscadas
Fuerza para vencer, hoja para curar
Sabiduría para perdurar
En los encantamientos y los encantados
Toda la magia de las siete ciudades
De su panteón, arreia en el terreiro
Maestro juremeiro sana enfermedades
¡Triunfé! ¡Triunfé! ¡Triunfá! En mi juremá
Guardián de las encrucijadas
Exu-trunqueiro de los caminos
Cuando suena el alujá, el pueblo quiere bailar
Rompe en el coco, en rueda y en giro
Para incendiar... Nación de xangô viene a convocarte
Sobô nirê, sobô nirê mafá
Sobô nirê Malunguinho sobô
Escrita por: Sidney Sã / Cléo Di Loiola / Damião Alves / Salviano / Guilherme Euzébio / Carlinhos Japona / Silvio Sérgio / Dirce Lima