Viradouro 2025 - Waguinho Negrão e Cia
Ô ô bate o tambor
Viradouro que chegou
Kaô Kabecilê
Na proteção de Xangô
De vermelho e branco
Vai meu povo em procissão
O meu nome é Malunguinho
Taco fogo na nação
Abro os caminhos pra me livrar daqui
Eu aprendi a sair das tocaias
Sou negro, banto, guerreiro, libertador
E a vida me ensinou: Não correr da batalha
Em resistência incendiei engenho
Sou João Batista o terror da tirania
E, dando as mãos a quem precisou de mim
Espalhei fraternidade aos irmãos por liberdade
Em cada vivência, o poder da ciência com amor e fé
Foram ensinamentos herdados do grande pajé
Balancei meu maracá, na floresta adentrei
Ê! Caboclo, mestre das matas sou rei
E da folha da jurema, juremê, juremá
Extraí toda essência e o poder que vêm do chá
Essa planta é milagrosa, erva que é pra benzer
Erva que é pra curar
Exu trunqueiro, guardião a quem crer
Arco e flexa meu quilombo, tranço tudo com oxê
O cortejo segue em festa, calunga!
No cachimbo tem mironga, dança ao som de macumba!
Oh! Quebra a anca, gira coco, vem pra ver
Mensageiro de três mundos
Sobô nirê, mafá, Sobô nirê!
Viradouro 2025 - Waguinho Negrão y Cía
¡Oh oh, suena el tambor!
Viradouro ya llegó
Kaô Kabecilê
Bajo la protección de Xangô
De rojo y blanco
Va mi gente en procesión
Mi nombre es Malunguinho
Prendo fuego a la nación
Abro caminos para liberarme de aquí
Aprendí a salir de las emboscadas
Soy negro, banto, guerrero, libertador
Y la vida me enseñó: No huir de la batalla
En resistencia incendié ingenios
Soy Juan Bautista, el terror de la tiranía
Y, dándole la mano a quien me necesitó
Esparcí fraternidad a los hermanos por libertad
En cada vivencia, el poder de la ciencia con amor y fe
Fueron enseñanzas heredadas del gran pajé
Moví mi maracá, en la selva entré
¡Eh! Caboclo, maestro de las selvas, soy rey
Y de la hoja de jurema, juremê, juremá
Extraje toda la esencia y el poder que viene del té
Esta planta es milagrosa, hierba que es para bendecir
Hierba que es para curar
Exu trunqueiro, guardián de quien cree
Arco y flecha, mi quilombo, entrelazo todo con oxê
El cortejo sigue en fiesta, ¡calunga!
En la pipa hay mironga, ¡baila al son de la macumba!
¡Oh! Rompe la cadera, gira coco, ven a ver
Mensajero de tres mundos
Sobô nirê, mafá, ¡Sobô nirê!
Escrita por: Marinheiro / Luiz De Oliveira / Waguinho Negrão / Sérgio Joca / Dango / Renatinho da Oficina / Edshow / Patrícia Rodrigues