Matinha - Samba-Enredo 2014
[Enredo: Simplesmente Eneida!]
A terra verde, enfim, é comunista sim!
E muito minha
Paraense assim, Eneida de Aruanda!
Eu sou Matinha
Quanta igualdade na palavra, sem medo de errar
Mesmo que a verdade nos porões possa morar
Salgueirou! Se exilou!
Até que num banho de cheiro
O anjo da liberdade voou!
Traz o povo pra sambar na praça da nossa aldeia
Pois o rei mandou sorrir, porque é direito teu
Todo mundo é igual a gente
Saiba que em nossa frente
Nem o senhor presidente hoje é melhor que eu
Simplesmente Eneida!
Dos tempos de chumbo febris
Que, entre pierrots e ipanemas, pensava outros brasis
Madrugou noites frias em agonias e carnavais
Zombou como bruxa de algozes
Não lhe calaram jamais
Hoje a Matinha vem falar em esperança
Ao abrir as celas da vida pra nossa lembrança!
Matinha - Samba-Enredo 2014
[Enredo: ¡Simplemente Eneida!]
¡La tierra verde, al fin, es comunista, sí!
Y mucho es mía
¡Paraense así, Eneida de Aruanda!
¡Yo soy Matinha!
Cuánta igualdad en la palabra, sin miedo a errar
Aunque la verdad en los sótanos pueda habitar
¡Salgueiró! ¡Se exiló!
Hasta que en un baño de fragancia
¡El ángel de la libertad voló!
Trae al pueblo a bailar en la plaza de nuestra aldea
Porque el rey mandó sonreír, porque es tu derecho
Todo el mundo es igual que nosotros
Sabe que frente a nosotros
Ni el señor presidente hoy es mejor que yo
¡Simplemente Eneida!
De los tiempos de plomo febril
Que, entre pierrots e ipanemas, pensaba en otros brasis
Desveló noches frías en agonías y carnavales
Se burló como bruja de sus verdugos
Nunca la callaron jamás
Hoy Matinha viene a hablar de esperanza
¡Al abrir las celdas de la vida para nuestra memoria!