Alma Turva
Quando vejo turva sua alma curva
Quando seu olho chove
Minha alma molha
Quando você úmida mata minha sede
E joga sua rede
no mar do meu sertão
Quando você parte e vai morar em Marte
E a sua pele entra em extinção
Quando sua medida já em mim não cabe
Eu volto pro casulo da minha solidão
Quando você dança ao som do temporal
Quando você dorme sua harmonia ecoa
Quando sua voz me salva do meu sonho mau
Eu desperto e me deito sobre sua mão
Quando você diz que quer casar comigo
Sem demora eu digo more no meu coração
Quando eu vejo o mundo pelo seu umbigo
Te entrego meu corpo mas minha alma não
Parece que de teus meios
sai o ar que eu respiro
Porque só em teus seios
eu durmo em paz
Insônia, psicodrama
na minha cama eu giro
Ninguém desconfigura
o meu sistema como você faz.
Alma Turva
Cuando veo turbia tu alma curva
Cuando tus ojos llueven
Mi alma se moja
Cuando estás húmeda sacias mi sed
Y lanzas tu red
En el mar de mi tierra
Cuando te vas y te mudas a Marte
Y tu piel entra en extinción
Cuando tu medida ya no cabe en mí
Vuelvo al capullo de mi soledad
Cuando bailas al ritmo de la tormenta
Cuando duermes tu armonía resuena
Cuando tu voz me salva de mi mal sueño
Despierto y me acuesto sobre tu mano
Cuando dices que quieres casarte conmigo
Sin dudarlo digo que vivas en mi corazón
Cuando veo el mundo desde tu ombligo
Te entrego mi cuerpo pero no mi alma
Parece que de tus medios
sale el aire que respiro
Porque solo en tus pechos
duermo en paz
Insomnio, psicodrama
en mi cama giro
Nadie desconfigura
mi sistema como tú lo haces.
Escrita por: João Jonga de Lima / Jorge Solovera / Victor Ribeiro