Sambeagá
A sua história é um convite para festa
Subir Bahia e depois descer floresta
Teto de zinco aquece música e teatro
Da vida faz o palco e arte em um só ato
Um monumento prá falar da independência
Arte na praça prá cantar modernidade
Eucaristia reunindo penitências
E reis passeiam nos jardins da liberdade
A arquitetura de um gênio aclamado
Torna singelo o complexo original
Metropolismo de um belo cartão postal
De linhas curvas, no espelho, desenhado
A ferrovia e seus heróis da inconfidência
Ofício e arte resgatando evidências
As tuas praças em eterna primavera
E o pontifício beija o chão de tua terra
Eu amo belo horizonte, eu sou mineiro
Eu sou minas gerais! Eu sou minas gerais
Há que louvar essa contemporaneidade
Cosmopolita essa nossa mineiridade
De tudo um pouco e em cada pouco tem de tudo
E cada canto desse chão respira o mundo
Na praça a prosa de zamoiski e ceschiatti
E Portinari brincando com burle marx
José pedrosa abençoa são francisco
E a procissão sacramentando Jesus cristo
Tem mata atlântica, amazônia e cerrado
Tem tromba-tromba e trem fantasma em Guanabara
Tem os jardins de um mundo inteiro preservado
E ao pé da serra, em flor, a mangabeira rara
Tuas paredes guardam partes da história
Do neoclássico ao sacro colonial
As pedras vivas de um museu memorial
E um casarão com mil pedaços de memória
Arcadas góticas encerram fé plangente
O pio sagra suas torres penitentes
E a catedral com seus vitrais como luzeiros
Despede em paz o viajante aventureiro
E o que dizer de tua singularidade
Onde uma rua desafia a gravidade
Palavra é trato, mais que fato ou dinheiro
Nossa riqueza é o dom de ser hospitaleiro
As aquarelas vivas, multicoloridas
Vão florescendo sob o sol artesanal
E serpenteiam reinventando a avenida
Jogando vida na pintura matinal
As tuas noites: Um convite à boemia
Dão aconchego ao sequioso folião
Em cada esquina tem um copo e um coração
E em cada copo um pouco de fantasia
Jamais teu belo horizonte perca o belo
Nem teus projetos sejam fruto da ambição
Jamais teu belo se afaste do singelo
Nem o concreto aprisione o coração
Belo horizonte sejas meu porto seguro
Eu quero sempre desejar-te justa glória
Tu és porta de entrada para a história
Tu és porta de saída para o futuro
Sambeagá
Tu historia es una invitación a la fiesta
Subir Bahía y luego bajar al bosque
El techo de zinc calienta la música y el teatro
De la vida hace el escenario y el arte en un solo acto
Un monumento para hablar de la independencia
Arte en la plaza para cantar modernidad
Eucaristía reuniendo penitencias
Y reyes paseando en los jardines de la libertad
La arquitectura de un genio aclamado
Hace sencillo el complejo original
Metropolismo de una hermosa postal
De líneas curvas, en el espejo, dibujado
La ferrovía y sus héroes de la inconfidencia
Oficio y arte rescatando evidencias
Tus plazas en eterna primavera
Y el pontífice besa el suelo de tu tierra
Amo Belo Horizonte, soy minero
¡Soy Minas Gerais! ¡Soy Minas Gerais!
Hay que alabar esta contemporaneidad
Cosmopolita nuestra mineiridad
De todo un poco y en cada poco hay de todo
Y cada rincón de esta tierra respira el mundo
En la plaza la prosa de Zamoiski y Ceschiatti
Y Portinari jugando con Burle Marx
José Pedrosa bendice a San Francisco
Y la procesión sacramenta a Jesucristo
Tiene mata atlántica, Amazonía y cerrado
Tiene tromba-tromba y tren fantasma en Guanabara
Tiene los jardines de un mundo entero preservado
Y al pie de la sierra, en flor, la mangabeira rara
Tus paredes guardan partes de la historia
Del neoclásico al sacro colonial
Las piedras vivas de un museo memorial
Y un caserón con mil pedazos de memoria
Arcadas góticas encierran fe plangente
El pío consagra sus torres penitentes
Y la catedral con sus vitrales como luceros
Despide en paz al viajante aventurero
Y qué decir de tu singularidad
Donde una calle desafía la gravedad
Palabra es trato, más que hecho o dinero
Nuestra riqueza es el don de ser hospitalario
Las acuarelas vivas, multicolores
Van floreciendo bajo el sol artesanal
Y serpentean reinventando la avenida
Dando vida a la pintura matinal
Tus noches: Una invitación a la bohemia
Dan cobijo al sediento festejante
En cada esquina hay un vaso y un corazón
Y en cada vaso un poco de fantasía
Jamás tu bello horizonte pierda lo bello
Ni tus proyectos sean fruto de la ambición
Jamás tu bello se aleje de lo sencillo
Ni el concreto aprisione el corazón
Belo Horizonte, sé mi puerto seguro
Siempre quiero desearte justa gloria
Eres puerta de entrada a la historia
Eres puerta de salida hacia el futuro
Escrita por: Samuel Queles