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No Sientas Piedad

Samuel Rosa

Não Tenha Dó

Não tenha dó
Não sinta pena de mim
Se eu inventar motivos
Só pra chorar no seu ombro

Se eu passar
Por nossos lugares perdidos
Só pra te ver de novo
Ainda que seja com outra pessoa

Aí vou fingir sem querer
Cruzar o seu olhar
Apressar o passo
Pra você me notar

Afinal de contas, eu
Não quis acreditar
Tão duro foi o golpe, pensava até
Que nosso amor viria pra ficar, ficar

Você bem que acostumou
Com o meu implorar
Você disfarça, mas gostou
Do meu sofrer
Não tenho culpa do que sou
Desse meu jeito de amar
Pois é assim que a vida me fez

Não tenha dó
Se eu ainda quiser ouvir
O seu não mais uma vez
Antes de despedir

Não sinta pena
Se em preces eu pedir
Pro destino apagar
Sua ausência em mim

Aí vou fingir
Que está tudo bem
Mesmo sem conseguir olhar
Pra mais ninguém

Eu ando sem rumo
E acerto o seu caminho
Só pra te mostrar de novo, meu coração
Sob escombros e espinhos, espinhos

Você bem que acostumou
Com o meu implorar
Você disfarça, mas gostou
Do meu sofrer
Não tenho culpa do que sou
Desse meu jeito de amar
Mas é assim que a vida me fez

Sofrer assim
Você sabe que eu não mereço
Estações vão passar
E pra cada fim um começo

Mas amanhã
Eu ainda me resolvo
O tempo é rei, eu sei
E eu vou querer amar de novo

Aí não se assuste, não
Se você me chamar
E eu não estiver ali
Só pra te bajular

Não se assuste, não
Se você perceber
Que está de novo em mim, e eu
Não mais em você, em você

Você bem que acostumou
Com o meu implorar
Você disfarça, mas gostou
Do meu sofrer
Não tenho culpa do que sou
Desse meu jeito de amar
Pois é assim que a vida me fez

No Sientas Piedad

No sientas piedad
No tengas pena de mí
Si invento motivos
Solo para llorar en tu hombro

Si paso
Por nuestros lugares perdidos
Solo para verte de nuevo
Aunque sea con otra persona

Ahí voy a fingir sin querer
Cruzar tu mirada
Acelerar el paso
Para que me notes

Al fin y al cabo, yo
No quise creer
Tan duro fue el golpe, pensaba hasta
Que nuestro amor vendría para quedarse, quedarse

Tú bien te acostumbraste
A mi súplica
Disimulas, pero te gustó
Mi sufrimiento
No tengo culpa de lo que soy
De esta forma de amar
Porque así es como la vida me hizo

No sientas piedad
Si aún quiero escuchar
Tu no una vez más
Antes de despedirme

No tengas pena
Si en oraciones pido
Que el destino borre
Tu ausencia en mí

Ahí voy a fingir
Que todo está bien
Aunque no pueda mirar
A nadie más

Ando sin rumbo
Y acierto tu camino
Solo para mostrarte de nuevo, mi corazón
Bajo escombros y espinas, espinas

Tú bien te acostumbraste
A mi súplica
Disimulas, pero te gustó
Mi sufrimiento
No tengo culpa de lo que soy
De esta forma de amar
Pero así es como la vida me hizo

Sufrir así
Sabes que no lo merezco
Las estaciones pasarán
Y para cada final un comienzo

Pero mañana
Aún me resolveré
El tiempo es rey, lo sé
Y querré amar de nuevo

Ahí no te asustes, no
Si me llamas
Y no estoy allí
Solo para halagarte

No te asustes, no
Si te das cuenta
Que estás de nuevo en mí, y yo
No más en ti, en ti

Tú bien te acostumbraste
A mi súplica
Disimulas, pero te gustó
Mi sufrimiento
No tengo culpa de lo que soy
De esta forma de amar
Porque así es como la vida me hizo

Escrita por: Samuel Rosa