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De las Horas Abandonadas

Sandra Correia

Das Horas Abandonadas

De onde me vem esta voz
Que é mais antiga que o tempo
Do tempo da minha idade
Virá do fundo de nós
Daquele breve momento
Em que não fomos saudade

De onde me vem esta dor
Que se solta quando canto
E me entorpece os sentidos
Virá de ti, meu amor
Do teu riso, do teu pranto
Ou dos meus sonhos perdidos

De onde virá a tristeza
Que me veste as madrugadas
Deste fado escuro e frio
Virá meu bem, com certeza
Das horas abandonadas
Do nosso quarto vazio

De onde vens tu, que não chegas
Não me abraças, não me beijas
Nem me esperas na entrada
Do futuro que me negas
Só lembranças tu me deixas
Mas eu não quero mais nada

De las Horas Abandonadas

¿De dónde me viene esta voz
Que es más antigua que el tiempo
Del tiempo de mi edad
¿Vendrá desde lo más profundo de nosotros
De aquel breve momento
En que no éramos nostalgia?

¿De dónde me viene este dolor
Que se libera cuando canto
Y entorpece mis sentidos
¿Vendrá de ti, mi amor
De tu risa, de tu llanto
O de mis sueños perdidos?

¿De dónde vendrá la tristeza
Que viste mis madrugadas
De este destino oscuro y frío
Vendrá, mi bien, con certeza
De las horas abandonadas
De nuestro cuarto vacío?

¿De dónde vienes tú, que no llegas
No me abrazas, no me besas
Ni me esperas en la entrada
Del futuro que me niegas
Solo recuerdos me dejas
Pero ya no quiero nada

Escrita por: Rodrigo Costa Félix / Tiago Machado