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Gallos, Noches y Patios (parte. Juliana Linhares)

Sandra Pêra

Galos, Noites e Quintais (part. Juliana Linhares)

Quando eu não tinha o olhar lacrimoso
Que hoje eu trago e tenho
Quando adoçava meu pranto, meu sono
No bagaço de cana do engenho

Quando eu ganhava esse mundo, meu Deus
Fazendo eu mesmo o meu caminho
Por entre as fileiras do milho verde
Que ondeia, com saudade do verde marinho

Eu era alegre como um rio
Um bicho, um bando de pardais
Como um galo, quando havia
Quando havia galos, noites e quintais

Mas veio o tempo feio e, à força, e fez
Comigo o mal que a força sempre faz
Não sou feliz, mas não sou mudo
Hoje eu canto muito mais
Não sou feliz, mas não sou mudo
Hoje eu canto muito mais

Quando eu não tinha o olhar lacrimoso
Que hoje eu trago e tenho
Quando adoçava meu pranto, meu sono
No bagaço de cana do engenho

Quando eu ganhava esse mundo de meu Deus
Fazendo eu mesmo o meu caminho
Por entre as fileiras do milho verde
Que ondeia, com saudade do verde marinho

Eu era alegre como um rio
Um bicho, um bando de pardais
Como um galo, quando havia
Quando havia galos, noites e quintais

Mas veio o tempo feio e, à força, fez
Comigo o mal que a força sempre faz
Não sou feliz, mas não sou mudo
Hoje eu canto muito mais
Não sou feliz, mas não sou mudo
Hoje eu canto muito mais

Gallos, Noches y Patios (parte. Juliana Linhares)

Cuando no tenía la mirada lacrimosa
Que hoy traigo y poseo
Cuando endulzaba mi llanto, mi sueño
En el bagazo de caña del ingenio

Cuando conquistaba este mundo, Dios mío
Haciendo mi propio camino
Entre las hileras de maíz verde
Que ondea, con nostalgia del verde marino

Era alegre como un río
Un animal, una bandada de gorriones
Como un gallo, cuando había
Cuando había gallos, noches y patios

Pero llegó el tiempo feo y, a la fuerza, hizo
Conmigo el mal que la fuerza siempre hace
No soy feliz, pero no soy mudo
Hoy canto mucho más
No soy feliz, pero no soy mudo
Hoy canto mucho más

Cuando no tenía la mirada lacrimosa
Que hoy traigo y poseo
Cuando endulzaba mi llanto, mi sueño
En el bagazo de caña del ingenio

Cuando conquistaba este mundo de mi Dios
Haciendo mi propio camino
Entre las hileras de maíz verde
Que ondea, con nostalgia del verde marino

Era alegre como un río
Un animal, una bandada de gorriones
Como un gallo, cuando había
Cuando había gallos, noches y patios

Pero llegó el tiempo feo y, a la fuerza, hizo
Conmigo el mal que la fuerza siempre hace
No soy feliz, pero no soy mudo
Hoy canto mucho más
No soy feliz, pero no soy mudo
Hoy canto mucho más

Escrita por: Antonio Carlos Belchior