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Nega Loca

Saphira

Nega Loka

Olha que nega louca
Olha que nega louca
Olha que nega louca
Louca louca louca

Sapeca menina, menina sapeca
Eita neguinha que dança
Se joga na noite, na noite se joga
Enche o coração de esperança
Seu corpo balança, balança que dança
Dança seu corpo balança
A beleza negra que desce do morro
Com o rostinho de criança

Que chama atenção
Corpo violão
Isso é coisa de preto
Salve, salve, favela
Nóis aqui na tela

Esse é meu povo do gueto
Intelectuais negros
Quero fazer parte, quero liberdade
Poder para o povo preto
Olha que nega louca
Olha que nega louca
Olha que nega louca
Louca louca louca

Tô na linha de fogo
Defendo meu povo
Temos um ao outro
Cessar fogo

Cessar fogo
Cessar fogo
Cessar fogo

Levanta neguinho, vai trabalhar
Que o outro já foi pra tomar seu lugar
Acorde sinhô, acorde sinhá
Que o tronco tá lá, te esperando chegar
Se liga no show, que vai começar
Se apressa nigrinha, vem botar o jantar
Favela vive, quem vive nas lajes
Meu povo morrendo de tanta viajem

Vai pegar o busão, o chefe, o patrão
Cinco da manhã, não tem dó meu irmão
Vai bater o cartão, sem tomar café
É a fé de Deus que ainda te deixa em pé
Meu filho que chora, sou mãe que não vê
Mas sinto de longe o coração tremer
Polícia que mata, sem dó mais um preto
Justiça divina, meu povo do gueto

Olha que nega louca
Olha que nega louca
Olha que nega louca
Louca louca louca

Nega Loca

Mira a esa loca negra
Mira a esa loca negra
Mira a esa loca negra
Loca loca loca

Traviesa chica, chica traviesa
Esa negrita que baila
Se lanza en la noche, en la noche se lanza
Llena el corazón de esperanza
Su cuerpo se balancea, se balancea y baila
Baila su cuerpo se balancea
La belleza negra que baja del cerro
Con carita de niña

Que llama la atención
Cuerpo de guitarra
Eso es cosa de negros
Salve, salve, favela
Nosotros aquí en la pantalla

Este es mi pueblo del gueto
Intelectuales negros
Quiero ser parte, quiero libertad
Poder para la gente negra
Mira a esa loca negra
Mira a esa loca negra
Mira a esa loca negra
Loca loca loca

Estoy en la línea de fuego
Defiendo a mi gente
Tenemos uno al otro
Cese al fuego

Cese al fuego
Cese al fuego
Cese al fuego

Levántate negrito, ve a trabajar
Que otro ya fue a tomar tu lugar
Despierta señor, despierta señora
Que el tronco está allí, esperando que llegues
Atento al espectáculo, que va a comenzar
Apúrate negrita, ven a poner la cena
La favela vive, quienes viven en las losas
Mi gente muriendo de tanto viaje

Ve a tomar el bus, el jefe, el patrón
A las cinco de la mañana, no hay piedad hermano
Ve a fichar, sin desayunar
Es la fe en Dios que aún te mantiene en pie
Mi hijo llora, soy madre que no ve
Pero siento desde lejos el corazón temblar
Policía que mata, sin piedad otro negro
Justicia divina, mi gente del gueto

Mira a esa loca negra
Mira a esa loca negra
Mira a esa loca negra
Loca loca loca

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