Chelas (part. Gloria Groove)
Dizem: Sara, tem cuidado com o que dizes
Lava a cara, tu não mostres de onde vens
Põe vestidos e esconde as tuas raízes
Finge lá que és senhora, tu finges bem
Dizem: Glória, tu usa as unhas mais curtas
Fala bom português, larga o calão
Não fales da pobreza, da noite escura
Ganha quem tem poder e não coração
Mas no meu bairro eu vejo prédios de todas as cores
Que gritam ao mundo: O pobre há de sempre ser pobre
No meu bairro vejo gente, sei dos seus horrores
E que quem vem da rua é sempre nobre
Eu venho do bairro
Da janela conto as estrelas
Eu venho do bairro
Da janela conto as estrelas
Não sou de mais lado nenhum
Eu sou de Chelas
Não sou de mais lado nenhum
Eu sou de Chelas
Dizem: Glória, a maquilhagem tá carregada
Dizem: Glória, finge lá ser o que não és
Mas disso eu já sei tudo e estou cansada
Levo o Samba na voz e salto nos pés
Dizem: Sara, tu sorri, sê mais comedida
Cumprimenta os senhores, faz-me o favor
Mas o fado que eu canto, canta-me a vida
É a voz de quem nasce filho da dor
E no meu bairro eu vejo prédios de todas as cores
Que gritam ao mundo: O pobre há de sempre ser pobre
No meu bairro vejo gente, sei dos seus horrores
E que quem vem da rua é sempre nobre
Eu venho do bairro
Da janela conto as estrelas
Eu venho do bairro
Da janela conto as estrelas
Não sou de mais lado nenhum
Eu sou de Chelas
Não sou de mais lado nenhum
Eu sou de Chelas
Chelas (feat. Gloria Groove)
Dicen: Sara, ten cuidado con lo que dices
Lávate la cara, no muestres de dónde vienes
Póntelos vestidos y esconde tus raíces
Finge que eres una dama, lo haces bien
Dicen: Gloria, usa las uñas más cortas
Habla buen español, deja el slang
No hables de la pobreza, de la noche oscura
Gana quien tiene poder y no corazón
Pero en mi barrio veo edificios de todos los colores
Que gritan al mundo: El pobre siempre será pobre
En mi barrio veo gente, sé de sus horrores
Y que quien viene de la calle siempre es noble
Yo vengo del barrio
Desde la ventana cuento las estrellas
Yo vengo del barrio
Desde la ventana cuento las estrellas
No soy de ningún otro lado
Soy de Chelas
No soy de ningún otro lado
Soy de Chelas
Dicen: Gloria, el maquillaje está cargado
Dicen: Gloria, finge ser lo que no eres
Pero de eso ya sé todo y estoy cansada
Llevo el samba en la voz y salto en los pies
Dicen: Sara, sonríe, sé más comedida
Saluda a los señores, hazme el favor
Pero el fado que canto, me canta la vida
Es la voz de quien nace hijo del dolor
Y en mi barrio veo edificios de todos los colores
Que gritan al mundo: El pobre siempre será pobre
En mi barrio veo gente, sé de sus horrores
Y que quien viene de la calle siempre es noble
Yo vengo del barrio
Desde la ventana cuento las estrellas
Yo vengo del barrio
Desde la ventana cuento las estrellas
No soy de ningún otro lado
Soy de Chelas
No soy de ningún otro lado
Soy de Chelas
Escrita por: Diogo Clemente