Canção do Amor Próprio
se misturei ódio e amor,
se hostil fui comigo,
se quando eu mais precisei de um abrigo
você saiu, desapareceu, se escondeu...
por todo espaço gritei, eu corri, eu chamei
e assim entendi o quanto é ruim
saber recusar
não saber amar
ver e fingir que não é você
sangrar, morrer e ressuscitar
saber esperar
não caber em si
sujar, limpar ou não derramar
ser escrachado e ter que sorrir
se calculei mal a dor,
se investi no que sou,
se quando eu mais me avizinhei do perigo
você sumiu, talvez se feriu, me esqueceu
por todo tempo andei, eu caí, levantei
e assim entendi o quanto é ruim
saber recusar
não saber amar
ver e fingir que não é você
sangrar, morrer e ressuscitar
saber esperar
não caber em si
sujar, limpar ou não derramar
ser escrachado e ter que sorrir
Canción del Amor Propio
si mezclé odio y amor,
si fui hostil conmigo,
si cuando más necesitaba un refugio
tú te fuiste, desapareciste, te escondiste...
en todo el espacio grité, corrí, llamé
y así entendí lo malo que es
saber rechazar
no saber amar
ver y fingir que no eres tú
sangrar, morir y resucitar
saber esperar
no caber en sí
ensuciarse, limpiar o no derramar
ser humillado y tener que sonreír
si calculé mal el dolor,
si invertí en lo que soy,
si cuando más me acerqué al peligro
tú desapareciste, quizás te lastimaste, me olvidaste
por todo el tiempo caminé, caí, me levanté
y así entendí lo malo que es
saber rechazar
no saber amar
ver y fingir que no eres tú
sangrar, morir y resucitar
saber esperar
no caber en sí
ensuciarse, limpiar o no derramar
ser humillado y tener que sonreír
Escrita por: C.Reis / F.Prestes / G.Lacava / M.Marcos