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Rey Yorubá

Sargaço Nightclub

Yorubá Rei

Rumores do breu me guiam na imensidão
De tudo o que é teu, não sou do tamanho nem de um grão
Na terra bali, do sangue despenhorar
Sem nunca sentir nos lábios a boca adoçar

Destino meio amargo
Melaço que grosso e imundo é
Mastiga o meu legado
E cospe o bagaço (Yorubá Rei!)

Cem anos depois, ainda me ataca o grilhão
De só desejar a vida de qualquer cidadão
E diz, francamente (presente!): Quem pôde me mandar matar?
Sob o teu joelho, eu não consigo respirar!

Destino meio amargo
O passado não mais escolha é
Eu vim acorrentado
Mas sou do primado: Yorubá Rei!

Rey Yorubá

Rumores de la oscuridad me guían en la inmensidad
De todo lo que es tuyo, no soy del tamaño ni de un grano
En la tierra bailo, del sangre despenhorar
Sin nunca sentir en los labios la boca endulzar

Destino medio amargo
Melaza que espesa e inmunda es
Mastica mi legado
Y escupe el bagazo (¡Rey Yorubá!)

Cien años después, aún me ataca el grillete
De solo desear la vida de cualquier ciudadano
Y dice, francamente (¡presente!): ¿Quién pudo mandarme matar?
Bajo tu rodilla, no puedo respirar

Destino medio amargo
El pasado ya no es elección
Vine encadenado
Pero soy del primado: ¡Rey Yorubá!

Escrita por: Alexandre Xaréu e Marrê