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No Hay Futuro

Selvagem Utopya

Não Há Futuro

Filhos da fome seguem no sol
Filhas da dor seguem na rua
Peixe cativo morde anzol
Caçador não sente culpa

Sinhô branco finca cerca
Rico bandido funda banco
Garimpo assassino na aldeia
Onde cacique entoa o canto
Só sou (l) nada!

Não há futuro! Não há futuro!
Não há futuro! Não há futuro!

Escravizados sobem o mundão
E são mortos pelo patrão
Ganância destrói natureza
Fartura inútil alimenta pobreza

Pra somar tem que dividir

Neoliberal, nascido pra matar
Seja foda pra não se frustrar
Tem coragem de se enfrentar?
Sentir o outro pra se encontrar

Não há futuro! Não há futuro!
Não há futuro! Não há futuro!

No Hay Futuro

Hijos del hambre siguen bajo el sol
Hijas del dolor siguen en la calle
Pez atrapado muerde el anzuelo
Cazador no siente culpa

El patrón blanco clava la cerca
Rico bandido funda el banco
Minería asesina en la aldea
Donde el cacique entona el canto
¡Solo soy (n) nada!

¡No hay futuro! ¡No hay futuro!
¡No hay futuro! ¡No hay futuro!

Esclavizados suben el mundo
Y son muertos por el patrón
La avaricia destruye la naturaleza
La abundancia inútil alimenta la pobreza

Para sumar hay que dividir

Neoliberal, nacido para matar
Sé chingón para no frustrarte
¿Tienes valor para enfrentarte?
Sentir al otro para encontrarte

¡No hay futuro! ¡No hay futuro!
¡No hay futuro! ¡No hay futuro!

Escrita por: Yuri Cruz Costa