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Rutina Blasé

Selvagens À Procura de Lei

Rotina Blasé

E mesmo se você achar que eu estou criando rugas demais
Ainda posso dizer: Não se preocupe comigo
Eu sei muito bem aonde eu sempre quis estar
Você vai até não entender, mas meus amigos entendem que
Tudo que eu vivo depende um pouco dessa loucura
Desse tédio, essa rotina blasé
Sempre em frente, isso é o que parece ser

E quando olharem para os lados e perguntarem
Que fim deu aquele coitado?
Alguém algum dia vai se importar, se ele sempre esteve
Onde sempre quis estar

Nada é tão fácil de se ver e tudo isso pode estar acontecendo com você
Nós somos todos tão loucos e ainda acreditamos
Alguém vai nos entender
Você me deve um aperto de mão eu te peço
Não me espere, por favor!
E então o que dirá pros outros quando o último poeta se for?

Juntaram as garrafas, fecharam as portas e eu aqui contando as tantas
Que esqueci de te contar
Se eu me lembro bem, a gente só queria um tempo pra deixar tudo de lado
E botar a conversa em dia, antes eu falava e você respondia

Eu vou lembrar de tudo, que nos diziam
Não façam isso, ninguém vai entender
Vocês estão confusos, com toda essa rotina
Não tente me convencer

Nada é tão fácil de se ver e tudo isso pode estar acontecendo com você
Nós somos todos tão loucos e ainda acreditamos
Alguém vai nos entender
Você me deve um aperto de mão eu te peço
Não me espere, por favor!
E então o que dirá pros outros quando o último poeta se for?

Rutina Blasé

Y aunque pienses que estoy arrugándome demasiado
Todavía puedo decir: No te preocupes por mí
Sé muy bien dónde siempre quise estar
Tal vez no lo entiendas, pero mis amigos saben que
Todo lo que vivo depende un poco de esta locura
De este aburrimiento, esta rutina blasé
Siempre hacia adelante, eso es lo que parece ser

Y cuando miren a los lados y pregunten
¿Qué fue de ese pobre tipo?
Alguien algún día se preocupará, si siempre estuvo
Donde siempre quiso estar

Nada es tan fácil de ver y todo esto podría estar pasándote a ti
Todos estamos un poco locos y aún creemos
Que alguien nos entenderá
Me debes un apretón de manos, te lo pido
¡No me esperes, por favor!
¿Y qué dirás a los demás cuando el último poeta se vaya?

Juntaron las botellas, cerraron las puertas y aquí estoy contando las horas
Que olvidé contarte
Si recuerdo bien, solo queríamos un tiempo para dejar todo de lado
Y ponernos al día, antes yo hablaba y tú respondías

Recordaré todo lo que nos decían
No hagan eso, nadie va a entender
Están confundidos, con toda esta rutina
No intentes convencerme

Nada es tan fácil de ver y todo esto podría estar pasándote a ti
Todos estamos un poco locos y aún creemos
Que alguien nos entenderá
Me debes un apretón de manos, te lo pido
¡No me esperes, por favor!
¿Y qué dirás a los demás cuando el último poeta se vaya?

Escrita por: Caio Evangelista, Gabriel Aragao, Nicholas Magalhaes, Rafael Martins