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Feminicidio (feat. Smith y Rakel Reis)

Semeador Repeiro

Feminicídio (part. Smith e Rakel Reis)

Um disparo
Não, mãe, mãe, socorro, alguém me ajuda, socorro, socorro
Som de viatura, ambulância

Um dia como esse eu não desejo pra ninguém
Minha voz embargada, das minhas lágrimas sou refém
Nunca imaginei passar por essa situação
Ver minha mãe ali deitada em um caixão
Aperto sua mão, e grito pelo amor
Meu Deus, por que ela? Onde foi que ela errou?
O silêncio é grande, é quase absoluto
Ouço prantos, meus irmãos em choro profundo
Sei que nesse mundo são mais tristezas que alegria
A perda, o luto, o sofrimento em demasia
Palavras de conforto, o abraço da família
Os pêsames dos manos que conheciam minha rainha
Queria que tudo isso não passasse de um pesadelo
Infelizmente é real, começou o cortejo pro enterro
Coroa de flores, caixão lacrado, provação ao extremo
Na febre reconheço que a vida é como vento

Mil fitas nessas horas assaltam minhas ideias
Com sede de vingança, minha alma espinha gela
Só de pensar que nunca mais vou te ver
Mãe, já não adianta eu dizer que amo você
Na memória, uma guerreira em palavras, poesia
Meu rap, uma história, mais um número, estatística
Uma vítima entre milhares, feminicídio sem narrativa
Sou uma voz que clama por justiça a todas as vítimas

O amor se confunde com o ódio
A bela rosa também pode machucar
Quem ama de verdade sempre cuida
Que amor é esse que um dia pode te matar?

O índice é absurdo de mulheres assassinadas
No país do carnaval, futebol, cerveja gelada
Gelada é a mente do psicopata com uma arma
A estupidez do monstro dissemina ódio em massa
12 mulheres são mortas por dia no Brasil
De forma hostil, como nunca já se viu
135 casos de estupros por dia
Estática brasileira, uma realidade agressiva
5º país no mundo no ranking mundial
Que mais mata mulheres por motivação banal
Crimes hediondos, estupros coletivos
Cresce assustadoramente o índice de feminicídio

Lei Maria da Penha já não intimida
Os Jacks agem friamente, prolifera a pedofilia
Covardes agressivos atacam no psicológico
Agressão verbal causa efeitos neurológicos
Distúrbios trazem lembranças de uma infância roubada
Grande é o trauma, partes íntimas molestadas
Ameaças, descontrole, assédio, violência
Por bel-prazer, escraviza, abusa da inocência
Vários casos, quantas histórias, é inacreditável
Inadmissível, mas são fatos consumados
Infelizmente é assim, mas não vou me conformar
Punho cerrado, peito aberto, em verso vou denunciar

O amor se confunde com o ódio
A bela rosa também pode machucar
Quem ama de verdade sempre cuida
Que amor é esse que um dia pode te matar?

A todas as mulheres que sofrem
Ou que sofreram todo tipo de violência
Essa música é dedicada em memória
De Doralice de Fátima Cantalicio
Assassinada em agosto de 1999
Viva Maria da Penha Maia
Pela coragem e resistência
Rakel Reis, a Fúria Feminina das ruas de AP. GO

Feminicidio (feat. Smith y Rakel Reis)

Un disparo
No, mamá, mamá, socorro, alguien ayúdame, socorro, socorro
Sonido de patrulla, ambulancia

Un día como este no se lo deseo a nadie
Mi voz entrecortada, de mis lágrimas soy rehén
Nunca imaginé pasar por esta situación
Ver a mi madre ahí acostada en un ataúd
Apreto su mano y grito por amor
Dios mío, ¿por qué ella? ¿Dónde se equivocó?
El silencio es grande, es casi absoluto
Oigo llantos, mis hermanos en llanto profundo
Sé que en este mundo hay más tristezas que alegrías
La pérdida, el luto, el sufrimiento en demasía
Palabras de consuelo, el abrazo de la familia
Las condolencias de los amigos que conocían a mi reina
Quisiera que todo esto no fuera más que una pesadilla
Desafortunadamente es real, comenzó el cortejo al entierro
Corona de flores, ataúd sellado, prueba extrema
En la fiebre reconozco que la vida es como el viento

Mil cintas en estas horas asaltan mis ideas
Con sed de venganza, mi alma se enfría
Solo de pensar que nunca más te veré
Mamá, ya no sirve de nada decir que te amo
En la memoria, una guerrera en palabras, poesía
Mi rap, una historia, un número más, estadística
Una víctima entre miles, feminicidio sin narrativa
Soy una voz que clama por justicia a todas las víctimas

El amor se confunde con el odio
La hermosa rosa también puede lastimar
Quien ama de verdad siempre cuida
¿Qué amor es ese que un día puede matarte?

El índice es absurdo de mujeres asesinadas
En el país del carnaval, fútbol, cerveza fría
Fría es la mente del psicópata con un arma
La estupidez del monstruo disemina odio en masa
12 mujeres son asesinadas por día en Brasil
De forma hostil, como nunca se había visto
135 casos de violaciones por día
Estadística brasileña, una realidad agresiva
5º país en el mundo en el ranking mundial
Que más mata mujeres por motivación banal
Crímenes horrendos, violaciones colectivas
Crecen aterradoramente los índices de feminicidio

La Ley María de Penha ya no intimida
Los Jacks actúan fríamente, prolifera la pedofilia
Cobardes agresivos atacan en lo psicológico
La agresión verbal causa efectos neurológicos
Los trastornos traen recuerdos de una infancia robada
Grande es el trauma, partes íntimas molestadas
Amenazas, descontrol, acoso, violencia
Por placer, esclaviza, abusa de la inocencia
Varios casos, cuántas historias, es increíble
Inadmisible, pero son hechos consumados
Desafortunadamente es así, pero no me voy a conformar
Puño cerrado, pecho abierto, en verso voy a denunciar

El amor se confunde con el odio
La hermosa rosa también puede lastimar
Quien ama de verdad siempre cuida
¿Qué amor es ese que un día puede matarte?

A todas las mujeres que sufren
O que han sufrido todo tipo de violencia
Esta canción está dedicada en memoria
De Doralice de Fátima Cantalicio
Asesinada en agosto de 1999
Viva María de Penha Maia
Por el coraje y la resistencia
Rakel Reis, la Furia Femenina de las calles de AP. GO

Escrita por: Semeador, Smith & Rakel Reis