Me Libertarei
Dessa dor aguda
Desse desespero contido
Dessas noites mal dormidas
Inquietas e turbulentas
Desses pensamentos
No pretérito mais-que-perfeito
Dessa saudade não cicatrizada me libertarei
Ou me libertaria se me deixasse
Não digo que me deixa
No sentido literal do deixar
Pois já me deixou em quase tudo
De um quase todo
Digo que não me deixa
Porque você nunca some
De maneira alguma
Você nunca some
Nem ao certo sei se quero que suma
Se quero mesmo que vá
Palavras confusas, sentimentos confusos
Como aquele vento
Tempestuoso você chegou
E agora está partindo
Como a mais leve das brisas
Daquelas brisas
Gélidas que passam pelo corpo
Me arrepiando de maneira brusca porém gentil
Você com esse jeito que me confunde
É rude e doce
Flor e espinho, fogo e água
Tanto, extremo, tudo e tão nada
Já não sei mais quem é
Perdoa se te digo
Palavras que dilaceram
Perdoa se te afasto de meus braços
Me perdoa se tranco a porta do meu coração
E te tomo as chaves
Me perdoa mas me libertarei
Não de ti, não de mim, não de nós, do “algo mais”
Me Liberaré
De este dolor agudo
De este desespero contenido
De estas noches mal dormidas
Inquietas y turbulentas
De estos pensamientos
En el pretérito más-que-perfecto
De esta añoranza no cicatrizada me liberaré
O me liberaría si me lo permitiera
No digo que me dejas
En el sentido literal de dejar
Porque ya me dejaste en casi todo
De un casi todo
Digo que no me dejas
Porque tú nunca desapareces
De ninguna manera
Tú nunca desapareces
Ni siquiera sé si quiero que desaparezcas
Si realmente quiero que te vayas
Palabras confusas, sentimientos confusos
Como ese viento
Tempestuoso llegaste
Y ahora te estás yendo
Como la brisa más suave
De esas brisas
Gélidas que recorren el cuerpo
Dándome escalofríos de manera brusca pero gentil
Tú con esa forma que me confunde
Eres rudo y dulce
Flor y espina, fuego y agua
Tanto, extremo, todo y tan nada
Ya no sé quién eres
Perdona si te digo
Palabras que desgarran
Perdona si te alejo de mis brazos
Perdóname si cierro la puerta de mi corazón
Y tomo las llaves
Perdóname pero me liberaré
No de ti, no de mí, no de nosotros, del “algo más”
Escrita por: Gabi Ungarelli / Sergio Anil