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Añoranza de Mi Tierra

Sérgio Reis

Saudade de Minha Terra

De que me adianta viver na cidade
Se a felicidade não me acompanhar
Adeus, Paulistinha do meu coração
Lá pro meu sertão eu quero voltar

Ver a madrugada, quando a passarada
Fazendo alvorada começa a cantar
Com satisfação, arreio o burrão
Cortando o estradão saio a galopar
E vou escutando o gado berrando
Sabiá cantando no Jequitibá

Por Nossa Senhora, meu sertão querido
Vivo arrependido por ter te deixado
Esta nova vida aqui da cidade
De tanta saudade, eu tenho chorado

Aqui tem alguém, diz que me quer bem
Mas não me convém, eu tenho pensado
Eu fico com pena, mas essa morena
Não sabe o sistema que eu fui criado
Tô aqui cantando, de longe escutando
Alguém está chorando com o rádio ligado

Que saudade imensa do campo e do mato
Do manso regato que corta as campinas
Aos domingos ia passear de canoa
Das lindas lagoas de águas cristalinas

Que doce lembrança daquela festança
Onde tinha danças e lindas meninas
Eu vivo hoje em dia sem ter alegria
O mundo judia, mas também ensina
Estou contrariado, mas não derrotado
Eu sou bem guiado pelas mãos divinas

Pra minha mãezinha já telegrafei
E já me cansei de tanto sofrer
Nesta madrugada, estarei de partida
Pra terra querida que me viu nascer

Já ouço sonhando o galo cantando
O Inhambu piando no escurecer
A lua prateada clareando a estrada
A relva molhada desde o anoitecer
Eu preciso ir pra ver tudo ali
Foi lá que nasci, lá quero morrer

Añoranza de Mi Tierra

¿De qué me sirve vivir en la ciudad
Si la felicidad no me acompaña?
Adiós, Paulistinha de mi corazón
Quiero volver a mi tierra natal

Ver el amanecer, cuando los pájaros
Haciendo alborada empiezan a cantar
Con satisfacción, ensillo mi burro
Cortando el camino, salgo a galopar
Y voy escuchando el ganado mugiendo
Sabiá cantando en el Jequitibá

Por Nuestra Señora, mi querido sertão
Vivo arrepentido por haberte dejado
Esta nueva vida aquí en la ciudad
De tanta añoranza, he llorado

Aquí hay alguien que dice que me quiere
Pero no me conviene, lo he estado pensando
Me da pena, pero esa morena
No sabe el sistema en que fui criado
Estoy aquí cantando, de lejos escuchando
Alguien está llorando con la radio encendida

Qué inmensa nostalgia del campo y del monte
Del suave arroyo que corta las llanuras
Los domingos iba a pasear en canoa
Por las lindas lagunas de aguas cristalinas

Qué dulce recuerdo de aquella gran fiesta
Donde había bailes y lindas chicas
Hoy en día vivo sin alegría
El mundo me maltrata, pero también enseña
Estoy contrariado, pero no derrotado
Soy bien guiado por manos divinas

A mi mamita ya le he telegrafiado
Y ya me he cansado de tanto sufrir
Esta madrugada, estaré de partida
Hacia la tierra querida que me vio nacer

Ya escucho soñando al gallo cantando
El Inhambu piando al oscurecer
La luna plateada iluminando el camino
La hierba mojada desde el anochecer
Necesito ir para ver todo allí
Fue allí donde nací, allí quiero morir

Escrita por: Belmonte / Goia