Grande Prêmio
Sai desesperado aquele dia
O Natal amanhecia
Minha filha ainda dormia a esperar
Na rua perambulo sem emprego
Meu Jesus, como é que eu chego?
Coração não tem sossego faz chorar
Comida há muito já não tinha
Um auxílio da vizinha
Assistência quando vinha só rezar
Eu vejo indiferença em todo mundo
Um desprezo tão profundo
Enlouqueço num segundo vou roubar, roubar
Ai, meu Deus
Porque é que eu não fiquei na minha terra
Perdão ao pé da mãe se a gente erra
Aqui ninguém num vai me perdoar
Ai, meu pai
Eu sei que eu fiz loucura que é pecado
Mas é tanto bandido engravatado
Que a gente desespera e é no que dá
Forcei uma janela e fui entrando
Sangue foge, me gelando
Quanta coisa me esperando, é só pegar
A árvore enfeitada me mostrava
A boneca que falava
Era só o que eu procurava, vou levar
Um tiro me acertou bem na espinha
Nem eu vi de onde vinha
Dei dois passos na cozinha, fui ao chão
Um pai desesperado como eu vinha
Perde tudo, até a filhinha
E ganha um nome que não tinha, é um ladrão, ladrão
Depois de muito tempo encarcerado
Apesar de libertado
Eu me sinto condenado, mas aqui
Vendendo meu bilhete aqui sentado
Na cadeira aprisionado
Quanto pai desesperado, eu já vi
Às vezes meu bilhete vai escrito
Meu amigo, pai aflito
Seu destino é bem bonito vai por mim
Retorne a sua terra sem demora
Pegue as coisas vai embora
Ou um dia você chora por um fim, assim
Gran Premio
Ese día salí desesperado
La Navidad amanecía
Mi hija aún dormía esperando
En la calle deambulo sin trabajo
Mi Jesús, ¿cómo llego a esto?
El corazón no tiene paz, hace llorar
Hace tiempo que no tenía comida
Una ayuda de la vecina
Asistencia cuando venía solo a rezar
Veo indiferencia en todo el mundo
Un desprecio tan profundo
Enloquezco en un segundo, voy a robar, robar
Ay, Dios mío
¿Por qué no me quedé en mi tierra?
Perdón al pie de la madre si uno se equivoca
Aquí nadie me va a perdonar
Ay, padre mío
Sé que cometí una locura que es pecado
Pero hay tantos bandidos de traje
Que uno desespera y es lo que hay
Forcé una ventana y entré
La sangre se me helaba
Tantas cosas me esperaban, solo tenía que tomar
El árbol decorado me mostraba
La muñeca que hablaba
Era lo único que buscaba, me la llevaré
Un disparo me dio en la espalda
Ni siquiera vi de dónde venía
Di dos pasos en la cocina, caí al suelo
Un padre desesperado como yo
Lo pierde todo, incluso a su hijita
Y gana un nombre que no tenía, es un ladrón, ladrón
Después de mucho tiempo encarcelado
A pesar de ser liberado
Me siento condenado, pero aquí
Vendiendo mi boleto, sentado aquí
En la silla aprisionado
Cuántos padres desesperados he visto
A veces mi boleto dice escrito
Mi amigo, padre afligido
Tu destino es muy bonito, créeme
Regresa a tu tierra sin demora
Toma tus cosas y vete
O un día llorarás por un final, así
Escrita por: Moacyr Franco / Marco Silvestre