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Bruja

Serpent Eden

Bruxa

Descendência cigana
Bruxa da floresta
Espírito nômade, pouca conversa
Abrindo portas, pioneira de início
Rainha das brisas
Te mato sorrindo

Cangaceira sangrenta, dona de espingarda
Respeita minha história, lenda venerada
Depende do fumo, cachimbo não cura
Sai da minha frente, parece loucura
Na ponta do pé, me sinto em salto
Tu ta duvidando, eu reajo a assalto
Respeito da favela, PM vigia
Terapia é meu chá, meu fire confirma
Nem sempre eu falo, agir é meu hobby
Nem macho, nem fêmea
Também to pro corre
Isso não é lace, it's my hair
Dalila ou Davi, chame como que quiser
Filha da Deusa, quase uma mulher

Sativa é cara, minha cara também
Tua inveja me fede
Te lava, neném
Sobrevivente ao 20-20, tô 666
Sabrina Spellman, Espada de Lu
Movo mares vermelhos, vai tomar no seu cu

Sou curva do medo, atalho incerto
Um corvo gritante ou pequeno inseto
Eu sou o azar, magia da branca
Ando de preto, mato inquisição
Contando, três, dois, um
Sumindo com sussurro, e ponta de pé
Acendendo incenso, pra meter o pé
Lenda lendária, mulher vingativa
Temida na rua, doma jacaré
Pondero pessoas, se faço, eu posso
Do fundo do poço faço minha festa
Tô pro crime, sou mais
Macho não me olha, macho não me testa

Esbórnia de êxtase, cara lavada
Ouvi nego dizendo que tô uma Cavala
Patriota do mal, vivente da fauna
Ando só, não me apoio em ninguém
Artista formado, eu saí do armário
Olhei para o lado
E não tinha ninguém.

Bruja

Descendencia gitana
Bruja del bosque
Espíritu nómada, poco parloteo
Abriendo puertas, pionera al principio
Reina de las brisas
Te mato sonriendo

Forajida sangrienta, dueña de escopeta
Respeta mi historia, leyenda venerada
Depende del tabaco, pipa no cura
Sal de mi camino, parece locura
En puntas de pie, me siento en salto
Tú estás dudando, yo reacciono al asalto
Respeto de la favela, la policía vigila
Mi terapia es mi té, mi fuego confirma
No siempre hablo, actuar es mi pasatiempo
Ni macho, ni hembra
También estoy en el corre
Esto no es encaje, es mi cabello
Dalila o David, llámame como quieras
Hija de la Diosa, casi una mujer

Sativa es cara, mi cara también
Tu envidia me apesta
Lávate, bebé
Sobreviviente al 20-20, estoy 666
Sabrina Spellman, Espada de Luz
Muevo mares rojos, que te jodan

Soy curva del miedo, atajo incierto
Un cuervo chillón o pequeño insecto
Soy el azar, magia de la blanca
Visto de negro, mato inquisición
Contando, tres, dos, uno
Desapareciendo con susurro, y en puntas de pie
Encendiendo incienso, para largarme
Leyenda legendaria, mujer vengativa
Temida en la calle, domo cocodrilos
Pondero personas, si lo hago, puedo
Desde el fondo del pozo hago mi fiesta
Estoy por el crimen, soy más
Macho no me mira, macho no me prueba

Desenfreno de éxtasis, cara lavada
Oí a alguien decir que soy una yegua
Patriota del mal, habitante de la fauna
Ando sola, no me apoyo en nadie
Artista formada, salí del armario
Miré hacia un lado
Y no había nadie.

Escrita por: David Souza Lima