Gado Manso
Ê, olha aê, vem de lá
Vem de lá seu gado manso, boiadeiro
Sobe e desce a sua ladeira
Compra tudo na sua feira
E come sem reclamar
Ê, olha aê, vem de lá
Vem de lá seu gado manso, boiadeiro
'Té parece uma novena, obedece que faz pena
Paga e deixa tu ferrar
Não quero aprender
Longe de você vou fazer meu carnaval
Aboio pra tanger, grito pra vender
Seu recado é sempre igual
Mas o mundo gira
Enquanto você toca a sua boiada
O mundo ainda gira
Enquanto você toca a sua boiada
Ê, olha aê, vem de lá
Vem de lá seu gado manso, boiadeiro
Fazendo o que manda a antena
Repetindo a mesma cena
Pro rebanho se alinhar
Eu não temo ao disparo do canhão
Nem da guerra a cruel calamidade
Nem me causa temor a tempestade
Nem corisco nem raio e nem trovão
Não faz medo a zoada do leão
Nem da cobra o veneno fulminante
Nem faz medo a tromba do elefante
Nem da vida afinal o seu segredo
Nesse mundo o que vem fazendo medo
É cantar com os poetas ignorantes
Em cima, embaixo, pra frente, pra trás
Direita, esquerda, descendo, subindo, cabeça, cintura
Todo mundo prum lado, todo mundo pro outro
Todo mundo de novo
A gente canta, a gente brinca
A gente dá a louca e pinta
O dia com as cores que você já não se lembra mais
A gente mostra outro caminho
Só pra saber qual o barato o diferente traz
Enquanto você toca a sua boiada
Gado Manso
Ey, mira allá, viene de allá
Viene de allá tu manso ganado, vaquero
Sube y baja por tu ladera
Compra todo en tu feria
Y come sin quejarse
Ey, mira allá, viene de allá
Viene de allá tu manso ganado, vaquero
Casi parece una novena, obedece que da pena
Paga y deja que te engañen
No quiero aprender
Lejos de ti voy a hacer mi carnaval
Grito para guiar, grito para vender
Tu mensaje siempre es el mismo
Pero el mundo gira
Mientras tú guías tu ganado
El mundo sigue girando
Mientras tú guías tu ganado
Ey, mira allá, viene de allá
Viene de allá tu manso ganado, vaquero
Haciendo lo que ordena la antena
Reproduciendo la misma escena
Para que el rebaño se alinee
No temo al disparo del cañón
Ni a la cruel calamidad de la guerra
Ni me asusta la tempestad
Ni el relámpago ni el trueno
No me da miedo el rugido del león
Ni el veneno fulminante de la serpiente
No me asusta la trompa del elefante
Ni el secreto de la vida al final
En este mundo lo que da miedo
Es cantar con los poetas ignorantes
Arriba, abajo, adelante, atrás
Derecha, izquierda, bajando, subiendo, cabeza, cintura
Todos hacia un lado, todos hacia el otro
Todos de nuevo
Nosotros cantamos, nosotros jugamos
Nos volvemos locos y pintamos
El día con los colores que ya no recuerdas
Mostramos otro camino
Solo para ver qué onda trae lo diferente
Mientras tú guías tu ganado