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Golpe de Martillo

Seu Pereira e Coletivo 401

Martelada

Entre o véu da fumaça que respiro
Bebo minha cachaça, eu que me fira
No açoite saudade que se estira
Pela noite de testa me atiro
Disse que me detesta dei-lhe um tiro
Era a prova de chumbo a sua capa
Disse que não me ama, dei-lhe um tapa
Pra marcar no seu rosto a minha dor
Mato o tempo matando o meu amor
Pelos bares onde a razão me escapa

Esse desejo que hoje me machuca
Já usei pra deixá-la muito louca
Pus a língua dentro da sua boca
Lambuzei de saliva a sua nuca
Antes de me deixar lelé da cuca
Do meu corpo ela copiou o mapa
Depois que nossa história virou papa
Não largo o meu mingau 'viajador'
Mato o tempo matando o meu amor
Pelos bares onde a razão me escapa

Desde o dia em que eu a perdi de vista
Que ela disse: - se vista e vá-se embora
Que eu vago pela madrugada afora
Com meus passos de errante equilibrista
Ela tirou o meu nome da lista
Minha vida desceu pela caçapa
Me camuflo nos cortiços da lapa
Pra esconder da manhã a minha cor
Mato o tempo matando o meu amor
Pelos bares onde a razão me escapa

Golpe de Martillo

Entre el velo de humo que respiro
Bebo mi aguardiente, yo que me lastimo
En el látigo de la nostalgia que se estira
Por la noche de frente me lanzo
Dijo que me detesta, le di un disparo
Era a prueba de plomo su capa
Dijo que no me ama, le di una bofetada
Para marcar en su rostro mi dolor
Mato el tiempo matando mi amor
Por los bares donde la razón se me escapa

Este deseo que hoy me lastima
Ya usé para volverla loca
Puse mi lengua dentro de su boca
Embarré de saliva su nuca
Antes de volverme loco de remate
De mi cuerpo ella copió el mapa
Después de que nuestra historia se volvió papilla
No suelto mi mingau 'viajero'
Mato el tiempo matando mi amor
Por los bares donde la razón se me escapa

Desde el día en que la perdí de vista
Que ella dijo: - vístete y vete
Que yo deambulo por la madrugada afuera
Con mis pasos de errante equilibrista
Ella borró mi nombre de la lista
Mi vida se fue por el agujero
Me camuflo en los tugurios de la lapa
Para esconder de la mañana mi color
Mato el tiempo matando mi amor
Por los bares donde la razón se me escapa

Escrita por: Jonathas Pereira Falcão