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Funeral Prematuro

Shadow

Funeral Prematuro

Não consigo acordar...
Todos me olham, e choram de dor
Não consigo me levantar,
Fico louco de pavor...

Não consigo lhes responder
Não estou morto, vocês podem ver
Meu deus o que fazer,
Esperem o dia amanhecer...

Não se precipitem, na decisão
Não me enterrem vivo, com esse caixão
Como sobreviver,
Se voltar a vida na escuridão...

Vocês não conseguem sentir
Me toquem estou aqui
Não podem me enterrar assim
Não ditem o meu fim

"e entre aqueles que pareciam tranquilamente repousar,
Vi que um grande número havia mudado a rígida e incômoda posição
Em que foram prematuramente enterrados.
E a voz me disse enquanto eu contemplava:
Não é esta uma visão de horror?
Pois agora dela fazes parte"
Edgar allan poe (1809 - 1849)

Terra sobre o meu caixão,
O meu mundo é a escuridão
Eu retorno a respirar
E começo a gritar

Vocês não vão mais voltar,
Vocês vão me abandonar
Eu não sinto mais o ar,
Não consigo respirar

Voltem, voltem, não me deixe aqui para morrer...
Voltem, voltem, nessa tumba vou apodrecer...

Funeral Prematuro

No puedo despertar...
Todos me miran y lloran de dolor
No puedo levantarme,
Me vuelvo loco de miedo...

No puedo responderles
No estoy muerto, ustedes pueden ver
Dios mío, ¿qué hacer?
Esperen a que amanezca el día...

No se apresuren en la decisión
No me entierren vivo en ese ataúd
¿Cómo sobrevivir,
Si vuelvo a la vida en la oscuridad...

Ustedes no pueden sentir
Tóquenme, estoy aquí
No pueden enterrarme así
No dicten mi final

Y entre aquellos que parecían descansar tranquilamente,
Vi que un gran número había cambiado la rígida e incómoda posición
En la que fueron prematuramente enterrados.
Y la voz me dijo mientras contemplaba:
¿No es esta una visión de horror?
Pues ahora eres parte de ella
Edgar Allan Poe (1809 - 1849)

Tierra sobre mi ataúd,
Mi mundo es la oscuridad
Vuelvo a respirar
Y comienzo a gritar

Ustedes ya no regresarán,
Me abandonarán
Ya no siento el aire,
No puedo respirar

Vuelvan, vuelvan, no me dejen aquí para morir...
Vuelvan, vuelvan, en esta tumba me pudriré...

Escrita por: Murilo Godoy