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Una Flor Desechable

Shunya Sants

Uma Flor Descartável

Da construção e seus entulhos
Da sua Lixeira e todos os seus catadores
Até os peixes em baixo dos barcos
Aos goles dos copos e seus corpos sujos
Os pássaros me rodeiam, porém, seus cantos e avanços
É sons dos manços da santa casa

Quero ser mestre Taí Chi, Wushu, desenhista e poeta
Quero viver e ir
Onde ainda não posso dizer nem existir
Sou várias ilhas paralelas
E quero estar onde quiser
Com luz, sem luz, com redes velhas

De panos ou alta tenção
Heróis, vilões, sou tech astro boy e não cristão
Meus pés vermelhos de sangue do Paraná
E minhas mãos sujas de São Paulo
Me possibilita ter os pensamentos em meu mundo
Passei por mim, me distrai ali
Corri pra mim, cheguei aqui
Sou de perto do morro
Onde o diabo viu que tinha terra rica

Dois dias claros, e noites frias e escuras
Onde meus rios me encanta com suas beiras e veias
As belezas verdes me trouxe para mais perto da areia
E todos os Santos presente era família
E todos os cantos eram dos pássaros na ilha

Transmutar algo do nada
Meu nada e como uma vida
Entre as algas nas águas salgadas do mar
Talvez me afunde
Nadando estou junto de Anúbis
Sorrindo com vontade
Vida e morte em uma só chave
As rosas rosas estão todas secas
Vida longa as rosas negras

Una Flor Desechable

De la construcción y sus escombros
De tu basura y todos sus recolectores
Hasta los peces debajo de los barcos
Los tragos de los vasos y sus cuerpos sucios
Los pájaros me rodean, sin embargo, sus cantos y avances
Son sonidos suaves del hospital

Quiero ser maestro de Taí Chi, Wushu, dibujante y poeta
Quiero vivir e ir
Donde aún no puedo decir ni existir
Soy varias islas paralelas
Y quiero estar donde quiera
Con luz, sin luz, con redes viejas

De trapos o alta tensión
Héroes, villanos, soy tech astro boy y no cristiano
Mis pies rojos de sangre de Paraná
Y mis manos sucias de São Paulo
Me permiten tener pensamientos en mi mundo
Pasé por mí, me distraje allí
Corrí hacia mí, llegué aquí
Soy de cerca del cerro
Donde el diablo vio que había tierra rica

Dos días claros, y noches frías y oscuras
Donde mis ríos me encantan con sus orillas y venas
Las bellezas verdes me acercaron más a la arena
Y todos los Santos presentes eran familia
Y todos los cantos eran de los pájaros en la isla

Transmutar algo de la nada
Mi nada es como una vida
Entre las algas en las aguas saladas del mar
Tal vez me hunda
Nadando estoy junto a Anubis
Sonriendo con ganas
Vida y muerte en una sola llave
Las rosas rosas están todas secas
Vida larga a las rosas negras

Escrita por: Shunya Sants