Voltando a Querência
Querência que há muito tempo deixei
Em outros pagos minha carreira abracei
Se hoje volto pra matar uma saudade
Vou dar felicidade a gaúcha que eu amei
Bem querer é querer bem no dicionário campeiro
Vou cruzar campos e serras vou rever meus companheiros
Vou visitar tio Anastácio oh índio velho e bom
Mora lá na fronteira pertinho de Jaguarão
Mas e o fandango tio vai sair naquele mesmo galpão
E a gaita resmungona vai chorar no mesmo canto
Até parece correr um pranto das cordas do meu violão
Só assim pealo a saudade voltando por meu rincão
Regresando a la Querencia
Querencia que hace mucho tiempo dejé
En otras tierras abracé mi carrera
Si hoy regreso para calmar una añoranza
Daré felicidad a la gaucha que amé
Querer bien es amar en el diccionario campero
Cruzaré campos y sierras, veré a mis compañeros
Visitaré al tío Anastacio, ese viejo e índio bueno
Que vive en la frontera cerca de Jaguarão
Pero tío, ¿saldrá el fandango en ese mismo galpón?
¿Y la gaita melancólica llorará en el mismo rincón?
Casi parece que corre un llanto de las cuerdas de mi guitarra
Solo así cabalgo la añoranza regresando a mi terruño