Eu Sou do Rio
Rio de sol, de céu e mar,
De violência em cada esquina.
Do seqüestro e da chacina,
Da justiça feita a bala.
Que embala a cocaína
No alto daquele morro.
Onde se paga a propina
Para os defensores do povo.
Rio de janeiro,
De dezembro a fevereiro,
Praia, sol e carnaval,
Página policial.
Qual dos dois é o bandido?
Ninguém sabe responder...
Mais uma bala perdida,
Prá onde é que vou correr?
Por que o lugar onde eu nasci e me criei
Hoje só vive nas lembranças que eu guardei.
Mas vejo ainda a chance de tudo mudar,
Só deixo o Rio quando ele me deixar.
Eu sou do Rio, Eu sou do Rio.
Cidade Maravilhosa,
Teu passado te condena.
Quem governa não te ama,
Teu presente paga a pena.
Mendigos comendo lixo,
Assaltantes no sinal,
Heróis banqueiros do bicho,
Qual vai ser o teu final?
Maravilha do Universo,
Cartão postal do Brasil,
Teu destino foi perverso,
Teu espelho se partiu.
Quem te cantava morreu,
Quem te amava te esqueceu,
E a Garota de Ipanema,
Hoje é só mais um poema...
Yo Soy de Río
Río de sol, de cielo y mar,
De violencia en cada esquina.
Del secuestro y la masacre,
De la justicia hecha a balazos.
Que envuelve la cocaína
En lo alto de aquel morro.
Donde se paga la coima
Para los defensores del pueblo.
Río de Janeiro,
De diciembre a febrero,
Playa, sol y carnaval,
Página policial.
¿Cuál de los dos es el bandido?
Nadie sabe responder...
Otra bala perdida,
¿Hacia dónde voy a correr?
Porque el lugar donde nací y crecí
Hoy solo vive en los recuerdos que guardé.
Pero aún veo la oportunidad de cambiarlo todo,
Solo dejaré Río cuando él me deje.
Yo soy de Río, Yo soy de Río.
Ciudad Maravillosa,
Tu pasado te condena.
Quien te gobierna no te ama,
Tu presente paga la pena.
Indigentes comiendo basura,
Asaltantes en el semáforo,
Héroes banqueros del juego,
¿Cuál será tu final?
Maravilla del Universo,
Postal de Brasil,
Tu destino fue perverso,
Tu espejo se rompió.
Quien te cantaba murió,
Quien te amaba te olvidó,
Y la Chica de Ipanema,
Hoy es solo otro poema...