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Triste Calado

Silveira e Silveirinha

Triste Calado

Boa noite, meu amigo!
Boa noite!

Por que não conta esta tua mágoa?
Quantas vezes te vejo embriagado
Sempre ao lado de uma mesa sentado
Um cinzeiro cheio de cinzas de cigarro queimado
Deves ter um grande remorso
Ou o desprezo de alguém que era tua amada

Sei, meu amigo
Tantas vezes embriagado
Sempre ao lado de uma mesa sentado
Sempre da sociedade afastado
E com o cinzeiro cheio de cinzas do cigarro queimado
Vou lhe contar um pouquinho do meu passado

Veio o desprezo naquela mulher
Mas não consigo me dominar
Sempre bebendo pra distrair
Sempre fumando pra disfarçar

Aquela mulher que eu tanto quis
Ao lado dela sentia feliz
Hoje eu me sinto como um moribundo
Sofrendo calado ao ventre do mundo

Não, não é esse o meu dever
Enquanto você sofre ela vive nos bares a beber
Esqueça aquela fingida
E vamos novamente a vida viver

Sim, meu amigo, você tem razão
Não sofro por ela por sua prisão
Por cousa de outro destruiu meu lar
Na vida ou na morte ela há de pagar

Triste Calado

Buenas noches, mi amigo!
¡Buenas noches!

¿Por qué no cuentas tu dolor?
Cuántas veces te veo ebrio
Siempre sentado junto a una mesa
Un cenicero lleno de cenizas de cigarro quemado
Debes tener un gran remordimiento
O el desprecio de alguien que era tu amada

Sé, mi amigo
Tantas veces ebrio
Siempre sentado junto a una mesa
Siempre alejado de la sociedad
Y con el cenicero lleno de cenizas de cigarro quemado
Te contaré un poco de mi pasado

Vino el desprecio de esa mujer
Pero no puedo controlarme
Siempre bebiendo para distraerme
Siempre fumando para disimular

A esa mujer que tanto quise
A su lado me sentía feliz
Hoy me siento como un moribundo
Sufriendo en silencio en el vientre del mundo

No, ese no es mi deber
Mientras tú sufres, ella vive en los bares bebiendo
Olvida a esa fingida
Y volvamos a vivir la vida

Sí, amigo mío, tienes razón
No sufro por ella ni por su prisión
Por culpa de otro destruyó mi hogar
En la vida o en la muerte, ella tendrá que pagar

Escrita por: Nicanor / Silveira