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Brasil

Silvestre Kuhlmann

Brasil

Meu Brasil tem beleza, natureza, sons e sais.
Cores, sabores, texturas, folclore, culturas,
Índio, negro e branco.

Tem falésias, dunas, rios, matas ciliares,
Tem florestas, cachoeiras, tem cavernas e chapadas,
Tem lagoas, tem mangues e muito mar.

Meu Brasil tem tristeza na aspereza dos generais.
Governantes farsantes, muita amargura,
Tem safado em bandos.

Tem desmandos, tem desvios, fraudes aos milhares,
Miseráveis aos milhões, sem-teto,
Desdentados, pés descalços,
Tem desnutrição e devastação.

Meu Brasil tem muita riqueza mal distribuída;
Poucas mãos cheias ao ponto de mal poder carregar.
Gente ambiciosa que fecha os olhos pra pobreza da nação,
Juízes lavam as mãos,
E entra ano e sai ano, e este é o país do futuro...
E este é o país do futuro...

Quem dera todas as bocas pudessem provar o arroz-de-cuxá,
Baião-de-dois, feijão verde, abricó,manga-rosa e o vatapá.
Sou poeta, cantador, as cordas da viola vou dedilhar,
Deitar em minha rede, e com sede de justiça
Um Brasil pra todos vou sonhar.

Brasil

Mi Brasil tiene belleza, naturaleza, sonidos y sales.
Colores, sabores, texturas, folclore, culturas,
Indígena, negro y blanco.

Tiene acantilados, dunas, ríos, bosques ribereños,
Tiene bosques, cascadas, tiene cuevas y mesetas,
Tiene lagunas, tiene manglares y mucho mar.

Mi Brasil tiene tristeza en la rudeza de los generales.
Gobernantes farsantes, mucha amargura,
Tiene sinvergüenzas en bandadas.

Tiene desmanes, tiene desvíos, fraudes a montones,
Miserables a millones, sin techo,
Desdentados, pies descalzos,
Tiene desnutrición y devastación.

Mi Brasil tiene mucha riqueza mal distribuida;
Pocas manos llenas al punto de apenas poder cargar.
Gente ambiciosa que cierra los ojos a la pobreza de la nación,
Jueces se lavan las manos,
Y pasan los años, y este es el país del futuro...
Y este es el país del futuro...

Ojalá todas las bocas pudieran probar el arroz-de-cuxá,
Baião-de-dois, frijol verde, albaricoque, mango rosa y el vatapá.
Soy poeta, cantor, las cuerdas de la viola voy a dedear,
Acostarme en mi hamaca, y con sed de justicia
Un Brasil para todos voy a soñar.

Escrita por: Silvestre Kuhlmann