À Espera do Fogo
Inútil sou, meu Deus, sem tua graça
E nenhum fruto colho da semente
Mesmo a suar laboriosamente
Meu trabalho se esvai feito fumaça
Mas quando o vento poderoso passa
Trazendo a chuva copiosamente
Faz-se vergel meu areal ardente
Escorre o vinho novo em minha taça!
Na minha vida, eu quero esse espetáculo
O mesmo fogo vivo do cenáculo
O mesmo vento que balança o mar
E, inflamado das tuas labaredas
Seguirei sem temor pelas veredas
Teu evangelho santo a anunciar!
A la espera del Fuego
Inútil soy, mi Dios, sin tu gracia
Y ningún fruto recojo de la semilla
Aunque sude laboriosamente
Mi trabajo se desvanece como humo
Pero cuando el viento poderoso pasa
Trae consigo la lluvia copiosamente
Mi árido desierto se convierte en vergel
¡Fluye el vino nuevo en mi copa!
En mi vida, quiero presenciar este espectáculo
El mismo fuego vivo del cenáculo
El mismo viento que agita el mar
Y, encendido por tus llamas
Seguiré sin temor por los senderos
¡Anunciando tu santo evangelio!
Escrita por: Antonio Carlos Santini / Silvestre Kuhlmann