Meus Dias de Menino
Me dá saudade de ouvir descer da serra
O som das águas quando batem lá nas pedras
Da boa chuva que vem encharcar a relva
Sinto saudade ao lembrar da minha terra
Sinto saudade do cantar dos passarinhos
Das verdes matas e do vento assobiando
Da fruta fresca, manga-rosa, buriti
Me dá saudade, um melhor lugar não vi
Me dá vontade de voltar, de correr, me libertar
Pés descalços na areia da prainha
Subir na velha goiabeira, ouvir cantigas de ninar
Que saudades da fazenda dos meus dias de menino
Fogão de lenha, café no bule, doce caseiro, que alegria
Os belos hinos que se ouviam aos domingos na igrejinha
Hoje aqui nesta distância me aproximo na lembrança
Ao cantar feito criança: Glória, Glória, Aleluia
Mis días de niño
Me da nostalgia escuchar bajar de la sierra
El sonido del agua al chocar contra las piedras
De la buena lluvia que viene a empapar la hierba
Siento nostalgia al recordar mi tierra
Extraño el cantar de los pajaritos
De los verdes bosques y del viento silbando
De la fruta fresca, mango rosa, buriti
Me da nostalgia, un lugar mejor no vi
Me dan ganas de volver, de correr, liberarme
Pies descalzos en la arena de la playita
Subir al viejo guayabo, escuchar canciones de cuna
Qué nostalgia de la finca de mis días de niño
Fogón de leña, café en la pava, dulce casero, qué alegría
Los bellos himnos que se escuchaban los domingos en la capillita
Hoy aquí en esta distancia me acerco en el recuerdo
Al cantar como niño: Gloria, Gloria, Aleluya
Escrita por: Eliezer Costa de Aquino e Silvestre Kuhlmann